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Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage - FUNALFA
MUSEU FERROVIÁRIO

Assim era a Ferrovia

Agência da Estação Ferroviária
A Agência da Estação era o local de acesso aos serviços oferecidos pela ferrovia. No início do século XX, ser agente de uma estação ferroviária significava prestígio, poder e importância no contexto social. Assim, o agente da estação era tão respeitado como o padre, o delegado, o médico e o prefeito. Uma de suas funções era a de relações públicas, uma vez que mantinha contato com as pessoas e divulgava a boa imagem da empresa.

O desempenho de outro importante trabalho cabia ao agente da estação. Dentre as suas tarefas destacamos: a escrituração da agência, a operação do telégrafo, as ligações telefônicas, o despacho da mercadoria e o licenciamento, ou seja, a entrada e saída dos trens.

Em cada agência, havia um livro de reclamações onde os passageiros registravam suas insatisfações sobre o serviço prestado tais como: atraso de trens, superlotação, defeitos e desvio de mercadorias.

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Relógios e horários
O horário foi o mais antigo método de controle usado na ferrovia e sua importância foi reconhecida desde a época das carruagens. Nas estalagens, onde se fazia a muda dos animais, existiam relógios de parede com amplos mostradores. Com o desenvolvimento das estradas de ferro e os trens trafegando num sistema de horários intercalados, a cronometragem tornou-se ainda mais importante. As ferrovias adotaram o sistema de horário e as estações foram providas de relógios que cronometravam o tráfego ferroviário, organizado de modo a que os trens fossem mantidos afastados, assegurando que se deslocassem em horas determinadas e não-coincidentes.

Em 1847, a London North Western Railway padronizou a hora de Greenwich em todo o seu sistema. Em 1852, passou-se a telegrafar diariamente a hora para as cabines de sinalização, proporcionando, assim, precisão nos horários dos trens e das estações que, desde então, usavam relógios com dois mostradores: um para as horas e outro para os minutos e segundos. A precisão cronométrica das estradas de ferro chegou a ponto de atrair pessoas às estações a fim de acertarem os seus relógios.
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Sinalização
A sinalização ferroviária é o conjunto de métodos por meio dos quais se promove a movimentação dos trens com rapidez, regularidade, segurança e economia. Sua principal função é evitar acidentes. Os sinais visuais, sonoros (apito/foto) ou eletrônicos indicam aos maquinistas e aos encarregados da operação da via se a mesma está livre ou ocupada, e seu estado, do ponto de vista da circulação.

A princípio, a sinalização era feita manualmente, utilizando uma equipe de guardas ferroviários que ficava postada ao longo do percurso, em pontos importantes da linha. De cartola e fraque, esses guardas avisavam aos motorneiros sobre qualquer ocorrência inesperada que acarretasse uma parada imprevista. Posteriormente, sinais fixos de parada substituíram os guardas ferroviários.

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Atualmente, adota-se o sistema de sinalização computadorizada nas modernas ferrovias, cujos princípios fundamentais obedecem aos mesmos da época dos sinais luminosos operados mecanicamente.

Existiam lanternas as mais diversas, fabricadas nas próprias oficinas da Estrada de Ferro, algumas delas se constituindo em primoroso artesanato dos artífices ferroviários, outros heróis anônimos do mundo do trem.

Havia, ainda, o sino da estação. Era ele que anunciava a chegada e a partida dos trens, acontecimentos diários, mas sempre marcantes para cada pequena cidade, que tinha na Estrada de Ferro a sua principal conexão com o mundo.

Telégrafo
O telégrafo, inventado por Samuel Morse (1791/1872), trouxe para as ferrovias benefícios extraordinários. Anteriormente, só podiam circular poucos trens, por intervalos de tempo, obedecendo a determinados horários. A utilização do telégrafo possibilitou o aumento significativo do tráfego e a primeira ferrovia a utilizá-lo foi a Great Western Railway, em 1839, na Inglaterra. Por intermédio do telégrafo, podia-se avisar às estações os trechos livres.

Em 1871, quando foi iniciada a utilização dos aparelhos Morse, rapidamente as linhas telegráficas se estenderam por todas as estações ferroviárias. Em 1882, foi inaugurada uma escola telegráfica, na Estação Central, de onde saíam, a cada ano, turmas de telegrafistas capacitados.

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Via Permanente
A via permanente compreende o leito da ferrovia por onde circulam os trens. É, na realidade, "a estrada de ferro". Dela fazem parte os aparelhos de mudança de via, os sistemas de fixação de trilhos e as obras de drenagem. Quando da construção das primeiras ferrovias, muitas dificuldades foram encontradas em razão dos poucos recursos técnicos existentes.

Muitas estradas de ferro, ao serem construídas, exigiram conhecimento e extrema habilidade de seus engenheiros, técnicos e operários. As escavações em rocha à meia encosta, os viadutos, os túneis, as pontes e os bueiros construídos exemplificam alguns dos obstáculos topográficos.

Com o avanço da tecnologia, muitas máquinas foram projetadas, objetivando auxiliar o homem em suas tarefas. Entretanto, a via permanente ainda utiliza ferramentas e materiais semelhantes aos do século XIX. Atualmente, modernos equipamentos são utilizados, dinamizando os trabalhos de construção e manutenção da via permanente.
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