“Bem Comum Bairros” – Primeira edição tem lançamento do Colab, audiência pública, lazer e entretenimento na Praça CEU
A primeira edição do Bem Comum Bairros movimentou a Praça CEU, no último sábado, 12. Milhares de pessoas de vários bairros da região norte circularam por lá e aproveitaram as atividades de entretenimento, cultura, lazer e saúde. Crianças, jovens e adultos puderam conferir aulas de dança, distribuição de mudas, palestras educativas, teatro, tenda de saúde – com pesagem, teste de glicemia e aferição de pressão e o “Dia D” de enfrentamento contra a dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A ação também contou com serviços do Centro de Referência em Assistência Social (Cras), oficina de pintura, cadastro para o Castramóvel, brincadeiras do “JF Lazer”, tudo isso com a ilustre presença do Papai Noel. Para finalizar, houve o lançamento da plataforma de gestão colaborativa – Colab – e uma audiência pública com o prefeito Bruno Siqueira, que esteve no evento durante toda a manhã.
A moradora do Residencial Miguel Marinho, Loide da Silva, levou o filho Marcos Vinícius, 4 anos, para brincar no “JF Lazer”. “Foi o meu incentivo para conhecer a Praça CEU, onde eu nunca tinha vindo. Meu filho está se divertindo muito no escorregador e pula-pula. Depois vamos tirar foto com o Papai Noel”. As amigas Gabriela e Carolina, 6, também não perderam tempo. Gabriela disse que pediu ao “Bom Velhinho” uma casa da Barbie e uma boneca Elsa. Carol pediu também o diário MonsterHigh. Depois da pequena pausa para as fotos, as duas correram para brincar na cama elástica.
Já Altino Martins, 63, do Bairro Santa Cruz, aproveitou para cuidar da saúde. Ele é diabético e hipertenso e não descuida. “A gente tem que aproveitar essas oportunidades para ver como anda a saúde sem precisar ir no posto. Já medi a pressão, pesei e está tudo bem. Fui muito bem atendido!”.
O papel social também foi cumprido. A chefe do departamento de Transferência de Renda da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), Miriam Monteiro, considera imprescindível essa interação direta com o cidadão. “É importantíssimo a Prefeitura trazer os serviços aos bairros. A oportunidade de conhecer as pessoas, conversar, é essencial para o cidadão que, muitas vezes, não conhece os serviços”.
O secretário de Comunicação Social, Michael Guedes, avaliou a estratégia do evento: “Hoje é um marco para todos nós, e o evento foi um sucesso. O cidadão teve a oportunidade de olhar no olho, perguntar sem restrições ao prefeito e aos secretários. As pessoas podem fazer uma solicitação direto para a Prefeitura e receber a resposta. Nosso objetivo é estimular o máximo possível a participação, seja pelo aplicativo, diretamente ou em eventos como esse. Nós acreditamos que é com a participação de todos que vamos fazer uma cidade melhor”.
Lançamento do Colab
Sábado também foi dia de dar o pontapé inicial no funcionamento do Colab. Juiz de Fora é a primeira cidade de Minas Gerais e uma das doze do país a aderir ao modelo. A plataforma de interação em tempo real permite aos cidadãos fiscalizar, avaliar e propor ações à Prefeitura, de onde estiver, pelo celular ou computador. Ele envia a foto, informa o local do ocorrido e recebe do poder público a resposta referente ao andamento da sua demanda. As reclamações podem ser referentes a focos de dengue, buraco nas vias, semáforo estragado, calçadas irregulares, entre outras.
O cofundador do Colab, Paulo Pandolfi, veio de São Paulo para explicar o funcionamento do aplicativo. “Esse modelo de gestão colaborativa funciona porque quem sabe o que é melhor para a cidade é o cidadão. É bom para que a gestão saiba o que é importante para aquela região. Do outro lado, a gestão consegue mapear, planejar as ações de forma proativa e utilizar melhor o recurso público. Quando a Prefeitura valoriza esse diálogo, o cidadão fica mais engajado e se sente responsável. Ele sente que tem papel efetivo na modificação da cidade e entende que reclamação sem colaboração não adianta”. O cidadão pode interagir com a Prefeitura em na web colab.re e em aplicativo móvel nas versões Android e iOS.
O cidadão pergunta e o prefeito responde
A audiência pública no cineteatro da Praça CEU fechou o evento. Foi a oportunidade para os cidadãos fazerem perguntas diretamente ao prefeito Bruno Siqueira e serem respondidos imediatamente. Uma a uma, as pessoas subiram ao palco para receber de Bruno as respostas a suas demandas. Na ocasião, estava presente o time de gestores da Prefeitura: os secretários de Comunicação Social, Michael Guedes, de Obras, Amaury Couri, de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker, da Fazenda, Fúlvio Albertoni, de Agropecuária e Abastecimento, Francisco Canalli, de Governo, José Sóter de Figueirôa, de Meio Ambiente, Luis Cláudio Pinto, de Educação, Denise Franco, de Administração e Recursos Humanos, Andreia Goreske, o adjunto de Saúde, Alessandro Campos, a presidente da Comissão Permanente de Licitação, Thaís Dias, o diretor-geral do Demlurb, Marlon Martins, o superintendente do Procon, Nilson Ferreira, o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, o diretor-presidente da Empav, Darci Ferreira, os vereadores Chico Evangelista, Nilton Militão e Cido Reis, o deputado estadual Márcio Santiago e o coronel Justino, representando a Polícia Militar.
A primeira pergunta foi de Silvania Ribeiro, moradora de Chapéu D’Uvas. Ela queria saber se existe a proposta de levar o “Bem Comum Bairros” para a zona rural. Bruno respondeu que sim. “Serão seis edições do evento, e uma delas será em um dos bairros da zona rural”. Ele aproveitou para destacar a importância do bairro para a cidade e anunciar a próxima inauguração: a da subadutora de Chapéu D’Uvas, em março. Já Elizabeth de Sá quis saber sobre as propostas para Rosário de Minas. “Estamos conseguindo uma operadora de celular para que a população tenha acesso à telefonia móvel. As estradas vicinais também estão em constante manutenção para garantir a mobilidade”.
A pergunta da Heloísa, do São Judas Tadeu, foi sobre o projeto Olho Vivo, desenvolvido em parceria com a Polícia Militar. Bruno explicou que “são 54 câmeras, colocadas em pontos estratégicos de alta circulação de pessoas e áreas comerciais. Inicialmente, seria só no centro mas conseguimos estender para os bairros. Temos câmeras no Manoel Honório, em Benfica, Santa Cruz e outros. Não tem como colocar em todos os bairros. Então, a Prefeitura investe em prevenção, esporte, lazer e programas sociais. O trabalho de repressão é da Polícia Militar”. Para completar a resposta, o coronel Justino falou em nome da PM. “O melhor Olho Vivo é uma comunidade unida, ordeira, parceira da Polícia Militar. Os pais devem ter cuidado com seus filhos, educar em casa, impor limites. Ensinar com amor, para que a vida não ensine com a dor”.
Foi ainda a oportunidade de a população receber esclarecimentos sobre as obras do Hospital Regional. O prefeito explicou o sistema de financiamento do empreendimento. “É um hospital regional estadual. Todo o recurso vem do Governo do estado, que se comprometeu, em julho, a enviar à Prefeitura R$ 5 milhões por mês, de agosto a dezembro, para a continuidade das obras. Daria um montante de R$ 20 milhões a R$ 25 milhões até o final do ano para a obra física. Desse dinheiro, só chegaram R$ 3,5 milhões até o início de dezembro, e, com esse recurso, a empresa detentora do contrato de licitação não pôde retomar os trabalhos. Assim que o Governo estadual repassar o dinheiro, recomeçaremos as obras”.
Uma a uma, as perguntas foram respondidas. Foram citadas questões de iluminação pública, asfalto, trânsito, educação e outras referentes a bairros da região norte. O prefeito finalizou dizendo que este modelo de diálogo não acaba aqui e mostrando-se otimista quanto ao futuro da cidade: “O Colab é a continuação desse diálogo, que passa a ser diário. Juiz de Fora já é a 22ª melhor cidade do país para se viver e a mais transparente entre as grandes de Minas Gerais. Estamos a um passo de fechar o maior investimento já feito na cidade, que é a instalação da empresa M. Dias Branco aqui na zona norte, com geração de mais de 600 empregos diretos. Com o apoio de todos, a cidade vai ser muito melhor”. As perguntas que não foram lidas na hora, ou nos casos em que a pessoa não estava presente, serão respondidas pela Secretaria de Governo, em até 20 dias, via e-mail ou telefone.
TEXTO: Michelly Meireles FOTO:Gil Velloso
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