Abertura do Centenário da Academia Mineira de Letras será realizada em JF
A Academia Mineira de Letras completa este ano cem anos de fundação. E para abrir os eventos de comemoração do centenário da entidade, será realizada, no dia 20 de março, uma solenidade oficial com a presença do ex-presidente Itamar Franco no prédio da Câmara Municipal. A data foi definida na manhã desta quinta-feira, dia 5, pelo presidente da Academia, Murilo Badaró, durante encontro no Anfiteatro João Carriço com o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, além de personalidades da literatura de Juiz de Fora e representantes da imprensa.
Além desta solenidade, que contará com a apresentação do Coral Pró-Música, a Funalfa vai promover uma exposição no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) que contará toda a história da entidade. A Prefeitura também apresentou uma proposta de emissão de selo comemorativo do centenário de criação da Academia Mineira de Letras que já foi aprovada pela Casa da Moeda do Brasil.
Outra atividade que fará parte das comemorações será o lançamento de uma publicação especial, ainda sem data definida, sobre a história da entidade. O projeto de pesquisa é das professoras Leila Barbosa e Marisa Timponi. A iniciativa já foi aprovada pelo Fundo de Cultura do Estado de Minas Gerais e resultará em um livro com os recortes de jornais coletados pelo idealizador e primeiro secretário da entidade, Machado Sobrinho, precedidos de um texto crítico, biobibliográfico, elaborado pelas organizadoras e pesquisadoras da História Literária de Juiz de Fora.
Os intelectuais de Juiz de Fora foram os pioneiros na idéia da fundação da Academia Mineira de Letras. O principal idealizador do projeto foi o educador e escritor Machado Sobrinho. O grupo reunia expoentes ligados à literatura e à cultura: jornalistas, escritores, profissionais liberais, homens públicos e conceituados militantes da cátedra e dos tribunais. No dia 25 de dezembro de 1909, concretizou-se o sonho de todos os fundadores: a criação da Academia, em concorrida solenidade na Câmara Municipal de Juiz de Fora.
Os fundadores de imediato incorporaram o adjetivo mineiro à Academia, ao invés da denominação municipalista, estabelecendo assim a dimensão ambiciosa e ao mesmo tempo magnânima dos seus objetivos: o culto, a defesa e a sustentação da pureza da língua e a produção intelectual na sua plenitude e variedade.
Em 24 de janeiro de 1915, a Academia Mineira de Letras mudou-se para a capital, Belo Horizonte. Os membros da entidade acordaram que a transferência da sede para a capital mineira daria maior dimensão e “status” à mesma, pois estaria próxima dos centros do poder e de convergência de atividades e interesses de toda natureza.
Em 1943, com o apoio do ex-prefeito de Belo Horizonte, Otacílio Negrão de Lima, a Academia ganhou uma sede própria, instalada no sexto andar de um edifício na Rua dos Carijós, onde permaneceu até o ano de 1987. Nessa época, o então presidente da Academia, Vivaldi Moreira, após 12 anos de determinada articulação junto aos poderes públicos, conseguiu o comodato do Palacete Borges da Costa, atual sede da Academia Mineira de Letras, conhecida como “Casa de Alphonsus de Guimaraens”, instalada à Rua da Bahia 1.446.
*Outras informações com a Secretaria de Comunicação Sócia,l pelo telefone 3690-7599.