Selo Prefeitura de Juiz de Fora
Secretaria Especial da Igualdade Racial - SEIR
Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região - CenPre.

Apresentação


O Paço Municipal de Juiz de Fora, localizado na Av. Rio Branco 2234, originalmente construído para abrigar a Prefeitura da cidade, é um importante marco arquitetônico, político e histórico do município. Símbolo do poder público por décadas, o edifício acompanhou transformações urbanas, sociais e administrativas que marcaram o desenvolvimento de Juiz de Fora. Sua arquitetura e localização refletem um período em que a cidade consolidava seu papel como polo regional.

Atualmente, o Paço Municipal assume um novo e significativo papel ao sediar a Secretaria Especial da Igualdade Racial, Seir, e o Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região, o CenPre.

Ao acolher esse espaço de reparação histórica e de memória, o prédio ressignifica sua função, tornando-se local de reconhecimento, valorização e difusão das histórias, culturas e lutas da população negra, contribuindo para a construção de uma narrativa mais justa e plural sobre a cidade e sua região.

O Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região é, sem dúvida, um marco fundamental na história da cidade. Inaugurado em 30 de junho de 2025, surge como parte importante dos diversos compromissos de reparação que Juiz de Fora deve/deveria ter com significativa parcela de sua população que, durante anos, teve sua história e suas memórias contadas de modo incompleto e sem refletir a verdadeira participação dos negros e negras na construção e desenvolvimento da cidade de Juiz de Fora.

Muito além de um lugar apenas contemplativo, este Centro surge como uma antiga demanda dos movimentos sociais negros da cidade e segue os rumos da Museologia Social, se caracteriza como um território comprometido com as transformações sociais, através da salvaguarda de patrimônios populares negros. Junto a isso, tem a intenção da criação de percursos pedagógicos que possibilitem a conexão entre diferentes tempos, pessoas e mundos, propiciando, assim, performances reflexivas que, aliadas à contemplação do belo, permitam um (re)posicionamento diante das situações de racismo, preconceito e discriminação.

Nessa perspectiva, o Centro de Preservação da Memória Negra acontece como uma prática social afeita ao encontro e à criação de espaços de relação que superem, em muito, os espaços apenas de acumulação, numa perspectiva museológica que substitui a necessidade de um edifício pelas redes territoriais, das coleções por temas museais e do público por redes de conexão.

A transitoriedade impressa na perspectiva museológica do Centro de Preservação nos permite pensar acervos que se conectam com o tempo presente através da articulação com o passado e do anúncio de um futuro em que, cada vez mais, as relações deem conta de serem igualitárias, fraternas e justas. Pensar, então, a memória negra de Juiz de Fora é muito mais do que colecionar suas presenças ocultadas e silenciadas. É também isso! Mas avança na circularidade das experiências presentes em todos os territórios fundantes dessas memórias e em suas relações tensas, desestabilizadoras e potentes com o momento presente de uma população que marca significativamente a vida da cidade.

O Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região é, pois, passado e presente dentro do futuro, é o campo de embate sadio entre memória e esquecimento, é o território da permanência e da mudança, da identidade e diferença.

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