

Integrando a campanha da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), “21 dias de ativismo por Direitos”, que teve como marco inicial o Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro, debates em relação à igualdade racial marcaram o início das atividades.
Nesta segunda-feira, 20, ocorreu na Casa dos Conselhos a roda de conversa “Educação é Poder”. O assessor de políticas para igualdade racial da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), Jair Lima, abriu o encontro fazendo um paralelo sobre o acesso da população negra aos espaços educacionais e o poder aquisitivo.
De acordo com a professora Marina Neves, as escolas e as universidades precisam ser ocupadas pela população negra. “O espaço da educação foi sempre relegado à população negra e indígena. O debate nos apontou os avanços das políticas de educação no Brasil, mas ainda é necessário investimentos em uma educação de qualidade do pré-escolar ao ensino superior para que possamos enfrentar outras adversidades sociais”, contou.
Também participaram do debate a coordenadora de Políticas para as mulheres da SEDH, Samara Miranda, a representante do Conselho Municipal para a Promoção da Igualdade Racial, Marilda Simeão, o Missionário da Congregação do Verbo Divino, Irmão Olavo Junior e a professora Jussara Alves.
Capacitação na Casa da Mulheres
Na última sexta-feira, 17, as servidoras da Casa da Mulher da PJF receberam a capacitação “Igualdade Racial e Consciência Negra”. Foram abordadas a formação da sociedade negra nos contextos social, educacional, econômico, trabalhista, e constitucional com o olhar para o racismo estrutural e institucional.
O empoderamento da mulher negra foi enfatizado durante o encontro assim como a aplicação das normas jurídicas que tipificam como crime de racismo a injúria racial e as que tratam da inclusão na rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. (Leis 14.532/2023; 10.639/2003 e 11.645/2008).
Para a coordenadora da Casa da Mulher, Maria Cristiane Ribeiro, falar sobre racismo e direitos no centro de referência para as mulheres do município é uma forma de promover a conscientização e combater a discriminação. “É fundamental que as pessoas aprendam sobre a história do racismo, suas manifestações atuais e como podemos trabalhar juntos para criar uma sociedade mais justa e inclusiva”, concluiu.
O encerramento da campanha“21 dias de ativismo por Direitos” será no Dia Internacional dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro. Confira a programação completa aqui.