

172 casais disseram o tão sonhado sim, no último domingo, 25. 1.700 pessoas lotaram o Parque Municipal para celebrar a união de diferentes formas de amor. O projeto Bem Casado, conhecido também como casamento comunitário, permitiu a oficialização de votos em uma cerimônia emocionante, promovida pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF).
O evento firmou tanto a união de novos pares, quanto a confirmação de compromissos que já duram anos. Em comum entre casais das mais diferentes idades, a felicidade de terem suas uniões reconhecidas pela sociedade e testemunhadas por amigos e familiares. O momento foi marcante por muitos motivos, mas entra para história como o primeiro casamento comunitário no qual casais homoafetivos oficializaram a união.
A prefeita Margarida Salomão destacou o papel da gestão na garantia de direitos. “Somos uma Prefeitura que tem como sua bandeira prioritária a defesa dos direitos e do acesso à eles. Há muitas pessoas em Juiz de Fora que teriam dificuldades de várias naturezas para realizar sua festa de casamento. Estamos garantindo a realização de um sonho para muitos, participando desta festa e isso também nos dá muita alegria”.
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Organizado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), o objetivo do Bem Casado foi legitimar gratuitamente a união dos casais, incluindo o casamento civil no cartório, a cerimônia oficial e uma festa para os noivos, padrinhos, pajens, daminhas e convidados.
O secretário da SEDH, Biel Rocha, lembrou que o casamento é uma vitória sobre a pandemia que celebra também a chegada da primavera. “É um grande abraço para a cidade. Toda a Prefeitura está envolvida nesse evento tão especial aqui no Parque Municipal”.
Histórias das mais diversas, mas, em comum, o amor e a vontade de legitimar a união. Maria Margarett de Oliveira está há mais de 30 anos com seu companheiro. “Sempre tive vontade de oficializar nossa relação e depois dos filhos e netos já está mais que na hora disso ser feito”.
Paulo Roberto dos Santos, 69 anos, e João Batista Lanzieri, de 62, também estão juntos há 30 anos. E tiveram a oportunidade de oficializar o casamento no Bem Casado. “Sempre cogitamos essa ideia, quando vi o anúncio da inscrição fui um dos primeiros a procurar o que precisava ser feito. Há 30 anos não existia união homoafetiva e hoje estamos celebrando o nosso amor junto com mais outros 171 casais. Sempre vale a pena contar histórias de amor”, falou Paulo
Graças a algumas parcerias, foi possível um casamento completo como manda a tradição. A festa contou com um bolo para cada casal, totalizando 172. Além disso, o casamento teve 2.064 brigadeiros e bem-casados. O projeto foi uma parceria da PJF com o Centro Socioeducativo (CSE), Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires e a iniciativa privada. Os bolos, feitos por três mulheres privadas de liberdade, foram confeccionados pela Dispropan, que colocou sua equipe junto ao sistema prisional e sócio educativo. Já os docinhos e bem-casados foram feitos por acautelados do CSE.
A animação ficou por conta da cantora Sandra Portela, e o “dia de noiva”, com direito a maquiagem, foi garantido pelas alunas do curso de Estética e Cosmética do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora.
Foto: Carlos Mendonça
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