PATRIMÔNIO CULTURAL
Bens Tombados - Fórum da Cultura
A
“Vila Ceci” situada à Rua Santo Antônio, 1112
foi construída na década de 20 pelo Dr Clóvis
Mascarenhas. Em setembro de 1928 a casa foi vendida para o Sr. Domingos
de Araújo. Em 08 de janeiro de 1953, a Faculdade de Direito
de Juiz de Fora adquiriu o imóvel e neste a referida faculdade
permaneceu até agosto de 1972. Em 1972, o “Fórum
da Cultura” foi criado e além das suas formações
culturais que desenvolve continuamente abriga diversas entidades.
Sendo sua construção típica dentro do estilo do começo do século, dos casarões que povoaram a Rua Santo Antônio o prédio abriga ainda o “Fórum da Cultura”, núcleo divulgador da cultura local.
A edificação implanta-se no terreno conforme os esquemas estrangeiros dos “bairros-jardins”, libertando-se dos limites dos lotes. Apresenta grande afastamento frontal com tratamento paisagístico e afastamentos laterais menores. No limite do passeio, ergue-se mureta de alvenaria interrompida por pilaretes que estruturam o gradil de ferro fundido.
Desenvolve-se em dois pavimentos, com volumetria compacta, destacando-se desta a fachada em composição simétrica de influência neoclássica e cobertura em telhas francesas com beiral em laje.
No eixo da composição, encontra-se, em primeiro plano, a varanda
estruturada por pilares e colunas toscanas que sustentam no pavimento superior,
terraço com guarda-corpo em balaustrada.
O pavimento térreo possui vão da porta principal em verga reta e vãos das janelas de peitoril em forma de asa de cesto. Todas recebem moldura em massa e esquadrias em madeira vedadas por vitrais coloridos. O pavimento superior possui uma janela rasgada tripartida que permite o acesso ao terraço. As janelas laterais geminadas possuem vergas retilíneas e são ligadas por peitoris salientes sustentados por pequenos modilhões, sendo estas vedadas por folhas de madeira em venezianas.
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As fachadas laterais são vazadas por sequência de vãos de vergas retilíneas, esquadrias de madeira e vedação de folhas em venezianas e basculantes (resultado de intervenções posteriores) de ferro e vidro.
Internamente, o edifício é marcado por amplos espaços adaptados para o uso atual do mesmo. A maioria das paredes do pavimento térreo apre4sentam pinturas parietais encobertas por camadas de tinta aplicadas posteriormente. O pavimento é acessado por escadaria de madeira em caracol, que exibe balaústres ricamente trabalhados, e uma estátua feminina sustentando a luminária. Os forros de madeira são constituídos por vários níveis, recebendo iluminação embutida sob as cimalhas. O pisop de todo o edifício é revestido por tacos em duas cores que formam desenhos geométricos.