

Na última semana, a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) promoveu mais uma edição do “Fala Aê Juventude – Centro Socioeducativo”, iniciativa que cria espaços de diálogo, expressão e reflexão com adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
O encontro contou com a participação do Coletivo Vozes da Rua, que conduziu uma conversa sobre racismo ambiental e abordou como problemas como falta de saneamento, poluição, enchentes, deslizamentos e precariedade habitacional atingem de forma desigual a população, afetando principalmente comunidades negras, indígenas e periféricas.
A discussão foi construída a partir das vivências dos próprios adolescentes, que também tiveram espaço para compartilhar experiências e perspectivas por meio da poesia e da música. Rap, funk, trap, samba e pagode fizeram parte da atividade, que revelou talentos e contou com rimas e composições autorais dos participantes.
Além de promover a reflexão sobre desigualdades sociais e raciais, o encontro destacou a cultura como ferramenta de expressão, escuta e construção de novas perspectivas para os jovens.
Para o assessor de Políticas para a Juventude da SEDH, Felipe Souza, iniciativas como o “Fala Aê Juventude” são importantes para reconhecer os adolescentes para além da medida socioeducativa.
“Esses jovens não devem ser vistos apenas a partir da medida socioeducativa que cumprem. Quando a poesia ganha espaço, eles deixam de ser apenas ouvintes e se tornam protagonistas, trazendo suas vivências, memórias e perspectivas. A cultura e a escuta são fundamentais para romper com silenciamentos e reconhecer a potência que existe em cada um deles”, destacou Felipe.
A atividade integra as ações da Secretaria Especial de Direitos Humanos voltadas à promoção de direitos e à construção de políticas públicas que considerem as diferentes realidades e experiências das juventudes.