O cenário epidemiológico no município aponta desaceleração importante da transmissão. Na comparação entre a semana epidemiológica 11, quando foi registrado o pico de 132 casos, e a semana epidemiológica 18, com 15 casos confirmados, houve redução de 88,6% nos registros da doença. Os dados ainda estão sujeitos a atualização.
A Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SsVS) destaca que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a hepatite A. Além das crianças, a vacina também está disponível para pessoas com condições clínicas especiais, como doenças hepáticas, trissomias, fibrose cística, transplantados, imunossuprimidos, pessoas vivendo com HIV/AIDS, usuários de PrEP e, de forma excepcional, contatos domiciliares e sexuais de casos confirmados.
As equipes de saúde seguem atuando nos territórios com ações de vacinação, testagem, investigação epidemiológica, inspeções sanitárias, distribuição de hipoclorito de sódio e acompanhamento dos casos confirmados.
Como ocorre a transmissão
A transmissão da hepatite A acontece, principalmente, pela via fecal-oral, por meio do consumo de água ou alimentos contaminados. O contágio também pode ocorrer pelo contato próximo com pessoas infectadas, especialmente em ambientes de convivência coletiva, além de situações envolvendo práticas sexuais desprotegidas com contato íntimo. A transmissão por sangue é considerada rara.
Sintomas da doença
Nem todas as pessoas infectadas apresentam sintomas. Quando presentes, os sinais mais comuns incluem fadiga, mal-estar, febre, dores musculares, enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação intestinal ou diarreia. Também pode ocorrer urina escura antes do aparecimento da icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos.
Os sintomas costumam surgir entre 15 e 50 dias após a infecção e, geralmente, duram menos de dois meses. Em caso de sintomas ou suspeita de exposição à doença, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde.
Medidas de prevenção
A Secretaria de Saúde reforça algumas orientações importantes para prevenção da hepatite A:
• Lavar bem as mãos após usar o banheiro, trocar fraldas e antes de manipular alimentos;
• Higienizar frutas, verduras e legumes em água corrente. Os alimentos consumidos crus devem permanecer por 15 minutos em solução preparada com 1 litro de água e 10 ml de água sanitária sem perfume;
• Evitar contato com enchentes, valões, riachos contaminados e locais com esgoto;
• Não construir fossas próximas a poços e nascentes;
• Cozinhar bem alimentos, especialmente frutos do mar, peixes e carne suína;
• Higienizar adequadamente utensílios domésticos;
• Utilizar preservativos nas relações sexuais.
Quem pode se vacinar
A vacina está disponível para:
• Crianças de 15 meses a menores de 5 anos não vacinadas;
• Gestantes;
• Pessoas com doenças hepáticas;
• Imunossuprimidos;
• Pessoas em uso de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP);
• Pessoas não vacinadas de 11 a 39 anos que sejam contatos domiciliares de casos confirmados;
• Contatos sexuais de casos confirmados, independentemente da idade.
Também recebem o imunizante pessoas acima de 1 ano com condições clínicas especiais, como hepatopatias crônicas, hepatite B e C, fibrose cística, trissomias, hemoglobinopatias, pacientes transplantados ou candidatos a transplante, entre outras condições previstas pelo Ministério da Saúde.
A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, a partir das 9h, e aos sábados, das 8h às 11h. Também é ofertada no Serviço de Assistência Especializada (SAE), no Centro de Vigilância em Saúde, localizado na Avenida dos Andradas, nº 523, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Outras informações podem ser obtidas pelos telefones:
Serviço de Assistência Especializada (SAE): (32) 3690-7054/ Setor de Imunizações/Central de Vacinas: (32) 3214-4180.