

A Secretaria Especial da Igualdade Racial de Juiz de Fora (Seir) e o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir/JF) realizaram, no último final de semana, a Plenária Municipal do Plano Municipal de Promoção da Igualdade Racial. O encontro aconteceu na sede da secretaria e reuniu representantes do poder público, sociedade civil organizada, coletivos sociais e comunidades tradicionais.
Construído a partir de uma antiga reivindicação dos povos tradicionais do município, o Plano Municipal de Promoção da Igualdade Racial é um instrumento estratégico de planejamento e gestão que estabelecerá diretrizes, metas e ações voltadas à promoção da igualdade racial em Juiz de Fora pelos próximos dez anos. O documento é elaborado com base em diagnósticos sociais e na participação popular, buscando transformar direitos em políticas públicas concretas e melhorias na qualidade de vida da população.
A plenária é uma etapa obrigatória para a construção e validação do Plano, garantindo transparência, legitimidade e participação social no processo. Durante o encontro, os participantes debateram e aprovaram propostas organizadas em seis eixos temáticos: Gestão Pública, Governança e Financiamento; Educação e Cultura, Memória e Identidade; Saúde, Assistência e Combate às Vulnerabilidades; Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda; Direitos Humanos e Segurança Responsável; Povos Tradicionais e Liberdade Religiosa.
Segundo a secretária Especial da Igualdade Racial, Giane Elisa Sales de Almeida, a construção do Plano representa um avanço no processo de reparação histórica da população negra da cidade. “É fundamental fazer com que as pessoas se sintam pertencentes àquilo que é construído por elas. Não existe nada neste país que não tenha tido a mão negra como protagonista dessa construção”, destacou.
Após a aprovação das dezoito propostas durante a plenária, o documento seguirá agora para os trâmites legais junto à Secretaria de Governo, Procuradoria Geral do Município (PGM), Câmara Municipal e, posteriormente, para sanção do Executivo Municipal. Depois de sancionado, o Plano terá vigência de dez anos para implantação e consolidação das ações previstas.