

São inverídicas as acusações, feitas em texto não-assinado divulgado na manhã desta terça-feira, 16, sugerindo escassez de recursos para a Defesa Civil de Juiz de Fora no orçamento de 2026, o que não condiz com o orçamento médio anual da pasta. A matéria insinua a interrupção de serviços básicos prestados pela instituição, bem como falta de investimentos para políticas de combate a alagamentos.
A Defesa Civil de Juiz de Fora está atualmente lotada na Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular da Prefeitura de Juiz de Fora. Dentro dessa pasta, recebeu em 2025 aporte de R$ 5 milhões anuais com seus 52 servidores. São investidos cerca de R$ 360 mil apenas com locação de veículos. Desde 2023, as equipes operam com uma moderna Sala de Situação, onde mais de 225 câmeras permitem a monitoria dos principais pontos de atenção da cidade, como locais de alagamentos, encostas em riscos, pontes e córregos. Esse serviço conta ainda com apoio de recursos de inteligência artificial, emitindo alertas para eventuais momentos de crise. A manutenção da Sala de Situação custa cerca de R$ 2,5 milhões por ano.
É importante ainda ressaltar que a Defesa Civil presta atendimento também por meio de políticas de assistência social. A instituição conta com cinco assistentes sociais, responsáveis pelo acompanhamento de famílias vítimas de intercorrências relacionadas ao clima ou outros tipos de risco. Essas famílias ainda são eventualmente assistidas com doação de roupas, alimentos, cobertores e colchões, quando necessário. A Secretaria de Assistência Social, por meio dos Centros de Referência em Assistência Social, é responsável pela complementação do atendimento, o que inclui políticas para hospedagem de pessoas em situação de desabrigo. O investimento é de cerca de R$ 100 mil por ano.
Por fim, a Defesa Civil ainda mantém ativo o serviço telefônico responsável pelo telefone 199, para atendimento da população em ocasiões de risco. Essa atuação foi recentemente modernizada e custa R$ 480 mil ao ano.
Desse modo, apenas para o funcionamento da Defesa Civil, a Prefeitura de Juiz de Fora dispende atualmente cerca de R$ 9 milhões.
A Prefeitura de Juiz de Fora enfatiza ainda que o enfrentamento às mudanças climáticas é feito não apenas pela Defesa Civil. As principais intervenções estruturais são de responsabilidade da Secretaria de Obras. Isso inclui obras de grande porte, como serviços de drenagem e contenção de encostas, bem como ações pontuais, como o desassoreamento de rios e córregos, que em 2025 recebeu investimento de R$ 5 milhões. A limpeza de bocas de lobo mecanizada custa R$ 1,2 milhão ao ano. Por sua vez, o serviço total de zeladoria recebe investimento de R$ 16 milhões. Desse modo, apenas a Secretaria de Obras investe anualmente R$ 22 milhões.
Enfatize-se ainda que Juiz de Fora recebe, atualmente, um volume histórico de recursos para obras de macrodrenagem por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Destacadamente, já tiveram início intervenções no Bairro Industrial, no bairro Santa Luzia e no Córrego São Pedro.
Os trabalhos de macrodrenagem e microdrenagem são ainda complementados por intervenções da Cesama. A companhia realiza atualmente o maior programa da história de Juiz de Fora quanto à modernização de redes coletoras de águas pluviais, atuando em diversos bairros da cidade.
Por fim, o serviço à população em situações de crise, como durante as fortes chuvas desta segunda, 15, é complementado pelas equipes do Demlurb e da Empav, que atuam conjuntamente para a limpeza de locais afetados, apoio às famílias afetadas e recomposição de ruas e avenidas danificadas.
A divulgação de informações levianas, em particular em momentos de intensas chuvas, serve apenas para alarmar a população, em nada contribuindo para a segurança dela. A Prefeitura de Juiz de Fora lamenta esse tipo de prática e reitera seu comprovado, reconhecido e premiado compromisso com políticas de mitigação de riscos e de enfrentamento às mudanças climáticas.