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JUIZ DE FORA - 13/7/2023 - 11:34



Mulheres Negras na História – homenagem da PJF conta legado para juiz-foranos em celebração ao dia 25 de julho



Portal de Notícias PJF | Mulheres Negras na História – homenagem da PJF conta legado para juiz-foranos em celebração ao dia 25 de julho | SEDH - 13/7/2023

25 de julho é o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Afro Caribenha e o Dia Municipal da Mulher Negra Cirene Candanda. Para celebrar a data, que reforça a importância da luta das mulheres negras por respeito e representatividade, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), lança o projeto “Mulheres Negras na História”. As praças do Vila Ideal, Santa Luzia, Manoel Honório, Parque Halfeld, Benfica, Vitorino Braga, São Mateus e Praça Antônio Carlos vão receber placas que irão contar a trajetória destas cidadãs que são exemplos de resistência.

As homenageadas pela iniciativa são Roza Cabinda, Cirene Izidorio Candanda, Maria Euzébia Delfino, Almerinda da Silva Hora, Verônica Francisca de Carvalho Castro, Georgina do Carmo Sales de Almeida, Gabriela do Carmo Santana Crochet e Nancy de Carvalho. Confira abaixo um pouco da história das homenageadas.
 

Roza Cabinda


Foi a primeira negra que utilizou a Justiça para obter sua liberdade em Juiz de Fora, em 2 de julho de 1873. Escrava do comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld, lutou incessantemente por sua liberdade. Com base na Lei do “Ventre Livre”, a escrava decidiu obter a alforria mediante a oferta de indenização. A memória de Roza Cabinda estimula, até os dias atuais, o debate sobre a história dos anônimos para a história oficial. A prefeita Margarida Salomão anunciou que o viaduto em construção na Rua Benjamin Constant vai levar o nome de Roza Cabinda, por sua história de resistência e pela forma como tomou sua luta. A personalidade juiz-forana também dá seu nome a uma medalha, criada no município em 2018, idealizada por coletivos feministas locais, para ser outorgada apenas a mulheres por seus feitos na sociedade.


Cirene Candanda


Cirene Izidorio Candanda é cidadã benemérita juiz-forana, reconhecida por sua luta contra a discriminação da raça negra. Seu trabalho está vinculado aos movimentos populares sociais e à área da saúde no município. Militante, Cirene integrou a Juventude Operária Católica, a Pastoral do Negro Kaiode, o Fórum da Mulher Negra, o Conselho Municipal de Valorização da População Negra e a Secretaria de Combate ao Racismo do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT). Faleceu em 20 de novembro de 2006, justamente no dia dedicado à Valorização da Raça Negra. Em Juiz de Fora, o dia 25 de julho é dedicado à ela, segundo a Lei Municipal n° 11.478 de 2007.


Almerinda da Silva Hora


Militante política e liderança comunitária. Uma das fundadoras do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), atual Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Iniciou a militância ainda criança, acreditando nos direitos femininos. Chegou a acompanhar o cadastro das mulheres para o voto, direito conquistado em 1932. Nascida das mãos da avó Maria Catarina Barbosa, parteira de mais de três mil bebês da região do bairro Ponte Preta, Almerinda é a história viva da região de Benfica. Viu as batalhas da Revolução de 1930, participou ativamente do movimento comunitário dos dois bairros, sendo pioneira no movimento negro e de mulheres. Lutou mais de meio século pela passagem que acabou com a segregação entre Benfica e a Ponte Preta.


Verônica Francisca de Carvalho Castro


Foi uma das maiores lideranças comunitárias de Juiz de Fora. Nascida em 1940, passou a infância no bairro Remonta, local de morada de dezenas de famílias que tinham a vida sob influência da presença militar na região. Casou em 1971 e se mudou para a “grota”, parte final da “Cachoeirinha”, atual bairro Santa Luzia. As ideias de modernidade e de progresso propagadas pela cidade ainda não tinham chegado lá. O enfrentamento do barro e da poeira era rotina diária. O transporte coletivo mais próximo ficava a mais de 2 km de distância, não havia luz elétrica, iluminação pública nem água encanada. Era vizinha de um poço artesiano onde as lavadeiras se reuniam para lavar a roupa que, trazidas em trouxas, eram entregues em longos trajetos, percorridos a pé, pelas casas nobres da cidade.


As novenas de Natal eram feitas à luz de velas e o pouco lixo produzido era enterrado nos quintais. Ao mesmo tempo em que vivia nesse cenário, a líder comunitária fazia questão de circular pelo “centro” da cidade, e percebia as galerias iluminadas, os ônibus fartos e as vitrines vistosas. Movida pelo senso de indignação, compreendeu que o acesso ao conforto, ao bem-estar e à qualidade de vida era um direito que deveria ser de todos na cidade. Contribuiu para a consolidação de inúmeras entidades, desde associações de moradores até conselhos municipais, como os de Saúde e da Mulher. Articulou a criação da Associação Juiz-forana de Mulheres, entidade pioneira composta em sua maioria por mulheres negras e periféricas que fizeram do companheirismo combativo um projeto de emancipação coletiva. Manteve-se alinhada às pautas nacionais e trouxe para Juiz de Fora discussões pioneiras sobre violência doméstica, maternidade, envelhecimento, alimentação saudável, direitos civis, habitação e saúde pública.


Maria Euzébia Delfino
 

Filha de Alicínio Delfino e Adece da Silva Delfino, nasceu em 5 de março de 1942, na cidade de Três Rios (RJ), onde exerceu a profissão de enfermeira no Hospital Nossa Senhora da Conceição. Veio para Juiz de Fora em dezembro de 1982, mudando-se para o bairro Sagrado Coração de Jesus. Participante de movimentos religiosos, aos poucos foi se inserindo nos movimentos comunitários. Teve participação ativa na Sociedade Pró-Melhoramentos (SPM) do bairro Sagrado Coração. Foi Conselheira de Saúde e militante do Movimento de Moradia. Participou da ocupação, da regularização e da implementação dos loteamentos Vila da Conquista, Vale Verde e Pedras Preciosas. Atuou na coordenação do Movimento Nacional de Luta pela Moradia e na Central de Movimentos Populares. Militante do PT, exerceu a função de Secretária de Movimentos Populares.


Georgina do Carmo Sales de Almeida – Carminha


Nascida em 1942, na Serrinha, na Avenida das Viúvas, entidade vicentina onde foi morar com a mãe. Logo, tornou-se Carminha. Em meados dos anos 1970, conheceu Expedito, o Dito, amor com quem se casou e com quem viveu uma forte relação de companheirismo, fé e luta.
Carminha do Mutirão da casa própria, da Juventude Operária Católica (JOC), dos bailinhos da Graminha, da Escola Normal, do curso de enfermagem, da Unidos Passos, escola de samba e de política. Carminha do carnaval, da festa, da alegria, da luta por direitos. Carminha, fã da Emilinha e que cantava no show de calouros da Rádio Industrial.

Também integrou a Associação de Domésticas, a Ação Católica Operária e as Comunidades Eclesiais de Base. No final da década de 1980 e início dos anos 1990, foi diretora do Sindicato dos empregados em entidades culturais, recreativas, de assistência social, de orientação e formação profissional de Minas Gerais.
 

Carminha era feminista, mas nunca se classificou como tal, e fez parte da Associação de Mulheres de Juiz de Fora. Também não se denominava sanitarista, mas participou da 1ª Conferência de Saúde de Juiz de Fora. Carminha era de luta, de fé, da família grande, da panela cheia. A Carminha do Reino de Deus aqui na Terra.


Gabriela do Carmo Santana Crochet
 

Professora, militante social e política. Nasceu no dia 18 de março de 1943, na comunidade do Tosa, no bairro Floresta. Filha do lavrador José Santana e da operária Dulce do Carmo, da Fábrica de Tecidos São João Evangelista, Gaby trabalhava, desde os 14 anos, na mesma fábrica que sua mãe. Em seguida, ingressou na Ordem Religiosa das irmãs francesas e estudou magistério, lecionando na escola de sua comunidade. Trabalhou na Cúria Metropolitana, exercendo um relevante papel social e solidário. Ao conhecer o padre Bernard Marcel Crochet, eles se apaixonaram e foram autorizados pelo papa Paulo VI a se casarem. Sua família foi formada por três filhas: Tânia, Neide e Rose, acolhidas no seu coração, e três filhos: Ricardo, Eduardo e Frederico, gerados em seu ventre. Foi, também, avó e bisavó orgulhosa.


Coordenou o “Lar Santa Cruz”, que acolhia crianças órfãs e que não podiam ser criadas pela mãe por falta de recursos financeiros. Foi colaboradora da Creche Arco Íris, em que era responsável pela captação de recursos para garantir assistência e educação a crianças e famílias carentes. Militante Cristã, dos Direitos Humanos, do Movimento de Mulheres e do Movimento de Consciência Negra. Foi a primeira candidata a vice-prefeita de Juiz de Fora pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e secretária Municipal de Políticas Sociais. Era professora da rede pública estadual. Recebeu o Troféu Mulher Cidadã na categoria Direitos Humanos, sendo a segunda homenageada do projeto “Pilares da Democracia” da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora. Também será homenageada com a nomeação de uma escola de nosso município, o Centro Municipal de Educação Infantil Gabriela do Carmo Santana Crochet.

Nancy de Carvalho


Nasceu em Juiz de Fora no dia 30 de outubro de 1934. A família de Nancy acolheu, desde a fundação, a Escola de Samba Feliz Lembrança. Aos cinco anos de idade, Nancy já ensaiava os primeiros passos como porta-estandarte ao lado de Nelson Silva. Foi a primeira porta-bandeira de Juiz de Fora. Sua família sempre foi envolvida com o carnaval, principalmente o irmão Djalma de Carvalho, que foi um dos compositores do antológico samba "Ah se eu fosse feliz”. Teve brilhante atuação no Bloco do Beco e também foi homenageada em vida em um dos desfiles do bloco. Em 2015, desfilou no bloco carnavalesco "Eu e Você", do bairro Vitorino Braga, com o enredo "Eu e você de braços dados com Nancy". Foi uma das pessoas com grande envolvimento e dedicação no Instituto Médico Psicopedagógico (IMEPP). Seu nome figura no Mercado Municipal de Juiz de Fora, que tem ao centro o Espaço Cultural Nancy de Carvalho.




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