

Na manhã desta sexta-feira, 21, começou a fase final de acabamento dos 172 bolos que serão oferecidos aos casais que vão legitimar gratuitamente sua união afetiva no domingo, 25, no Parque Municipal. A iniciativa faz parte do projeto “Bem Casado”, também conhecido como Casamento Comunitário, organizado pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF).
O recheio e cobertura dos bolos estão sendo produzidos na cozinha da empresa Dispropan por três mulheres privadas de liberdade, da Penitenciária José Edson Cavalieri (PJEC). Elas estão sendo treinadas e orientadas por profissionais em confeitaria. Além disso, todas possuem capacitação e experiência em panificação. Foram disponibilizados os materiais adequados para a realização das funções.
A produção de 2064 brigadeiros e bem-casados também fazem parte da ação e foram produzidos por acautelados no Centro Socioeducativo (CSE). O projeto é uma parceria da Prefeitura de Juiz de Fora, sistema prisional e iniciativa privada, com objetivo de colaborar com a inserção dos cidadãos no mercado de trabalho, além de oferecer uma nova chance de integração na sociedade ao proporcionar oportunidades de conhecimento e aprendizagem.
Para a gerente de Desenvolvimento Turístico da Secretaria de Turismo (Setur), Tatyana Herdy Hill, o casamento comunitário vem ao encontro do plano de governo que a gestão municipal vem colocando em prática, no qual se prioriza esse olhar de inclusão e acessibilidade nos atrativos e bens presente nos diversos pontos da cidade. “A tônica para amplificar essas ações é ter apoio de empresas que possuem responsabilidade social. Tenho certeza que essa parceria da Setur com a empresa Dispropan vai gerar muitas coisas boas para Juiz de Fora”.
O secretário Especial de Direitos Humanos, Biel Rocha, enfatizou que os esforços intersetoriais atendem a um um pedido da prefeita Margarida Salomão de se realizar, em 2022, um grande momento de celebração e confraternização. “Vencemos a pandemia e estamos em um processo importante da administração municipal. O casamento é esse grande abraço da cidade. Os parceiros, principalmente da iniciativa privada, foram fundamentais. Destaco a Dispropan que conseguiu em uma capacidade impressionante captar parceiros dela para abraçar o casamento, articulando com o Centro Socioeducativo (CSE) e unidade prisional. As mulheres estão ajudando a engrandecer a festa e compartilhar o alimento, isso é fundamental. Juiz de Fora vai ter uma das festas mais lindas que essa cidade já viu”.
A secretária de Segurança Urbana e Cidadania, Letícia Paiva Delgado, destacou que “nessa primavera, Juiz de Fora vai florir. E isso se deve ao esforço conjunto de vários parceiros. Temos aqui as Secretarias de Turismo (Setur), Especial de Direitos Humanos (SEDH), a de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc), o estado, representado pelo sistema prisional e a iniciativa privada, que veio tornar possível o sonho de tantas pessoas. O projeto Integra trabalha pela ressocialização de pessoas, ocasionalmente privadas de liberdade. Pessoas, cuja história as levou para lá e que a história as trará de volta. O sonho também é o que nos move na busca de realizar uma retomada de vida com dignidade à sociedade para essas pessoas. Por isso, é tão simbólico as acauteladas fazerem o bolo que vai ficar na memória do casamento comunitário”.
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