

A Defesa Civil de Juiz de Fora encerrou o mês de janeiro com 609 ocorrências atendidas. Destas, 244 foram de deslizamento de terra e 42 foram de vistorias preventivas. O acumulado de chuvas chegou a 366,40mm, maior que a média climática. Apenas em uma semana - do dia 7 ao dia 11 de janeiro - choveu 62% do esperado para todo o mês.
Em janeiro, o Rio Paraibuna viveu uma das maiores cheias das últimas décadas e as regiões que apresentaram maior número de ocorrências na Defesa Civil foram a Região Leste, com 195, e a Região Norte, com 161. Devido às fortes chuvas, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) declarou estado de emergência na cidade e vai pleitear recursos estaduais e federais para responder às consequências do desastre natural.
O trabalho de prevenção durante todo o período de estiagem - realizado pela PJF sob coordenação da Secretaria de Governo através do Gabinete de Ação e Diálogo Comunitário e da Defesa Civil - foi fundamental para reduzir os danos do desastre. Nenhum cidadão de Juiz de Fora está desabrigado devido às chuvas e o alagamento nos bairros Democrata e Mariano Procópio, afetados pelo Córrego São Pedro, foi significativamente menor em função das ações realizadas pela PJF para melhorar o fluxo do Córrego São Pedro. Já as intervenções de limpeza de bocas de lobo, a limpeza mecanizada e o desassoreamento dos córregos da cidade foram essenciais para mitigar o transbordamento do Rio Paraibuna.
Com o objetivo de intensificar o trabalho da Defesa Civil no período chuvoso, a PJF também assinou um termo de cooperação técnica e científica com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) para auxiliar nas ações da Defesa Civil durante o período chuvoso. A parceria com o CREA busca cadastrar profissionais que tenham interesse em atuar em voluntariado na realização de ações de resposta devido aos problemas provocados pela chuva.
Para auxiliar o trabalho, no início deste mês, a Defesa Civil recebeu uma caminhonete 4x4, um notebook, cinco coletes reflexivos e uma trena digital. Os equipamentos vieram a partir do chamamento público do Governo de Minas Gerais. Também em janeiro, a Defesa Civil recebeu, através da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, 500 cestas básicas, cem kits de higiene, mais de 200 frascos de desinfetante, mais de 600 litros de água mineral, cem colchões, 30 cobertores, 600 litros de leite e um rolo de lona plástica.
Ao longo do mês de janeiro, entre os dias 19 e 26, foram realizadas vistorias de monitoramento nos bairros Dom Bosco, Linhares e São Benedito para propagar conhecimento para a comunidade, orientando aos riscos geológicos e hidrológicos da região. A Defesa Civil também atuou em campo para realizar o mapeamento de risco na região de Monte Verde e do Rio do Peixe. Este trabalho promove o levantamento de ações de prevenção da área que possam afetar os moradores. Foram analisados encostas, rios e solos.
Além das vistorias preventivas e de monitoramento, a Defesa Civil realizou a instalação de lonas de proteção em barrancos que sofreram deslizamentos de terra nos bairros Três Moinhos, Cidade Jardim, Linhares, Miguel Marinho e Dom Bosco. O trabalho, realizado em conjunto com o Corpo de Bombeiros, busca levar uma solução paliativa, que evita que a água da chuva encharque ainda mais o solo e previna a população de possíveis acidentes.