Protocolo de Atendimento ao Risco Biológico Ocupacional e Sexual (Parbos) tem novas instalações
Entram em funcionamento nesta sexta-feira, 8, as novas instalações do Protocolo de Atendimento ao Risco Biológico Ocupacional e Sexual (Parbos) da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora.
Atendendo a uma solicitação da Vigilância Municipal de Saúde, o Parbos passou por uma readequação do espaço físico, ampliando suas instalações, com o objetivo de otimizar o atendimento. O serviço funciona junto às instalações do Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Geraldo Teixeira (HPS) e, em sete anos de existência, já prestou assistência a 6.282 usuários.
Com o processo de ampliação, o espaço físico foi subdividido e ganhou dois ambientes: uma sala para o atendimento administrativo e outra para a realização das perícias. Os serviços oferecidos pela unidade incluem vítimas de exposição sexual e acidente com material biológico, sendo referência para 94 municípios da Macrorregião Sudeste. O percentual de aumento na procura pelos serviços no Parbos, entre 2011 e 2012, foi de 7,8%.
Além dos atendimentos prestados aos usuários, o setor é responsável por ministrar palestras a estabelecimentos de saúde, localizados em Juiz de Fora e região. Entre as informações repassadas destaca-se todo o fluxograma de pré-atendimento aos acidentados e vítimas.
A orientação da enfermeira e coordenadora do Parbos, Ana Cláudia Bastos, é que, em caso de exposição sexual e acidente com material biológico, o usuário procure o serviço imediatamente, para avaliação e acompanhamento.
Em determinados casos, é de extrema importância que o processo de acompanhamento, que pode durar de seis meses a um ano, comece o mais breve possível. “A vítima exposta deve procurar o HPS para atendimento no prazo de 72 horas”, destacou Ana Cláudia. Do total de atendimentos realizados no setor, 78% são referentes à exposição ocupacional e 22% à exposição sexual.
A rede de seguimento inclui o encaminhamento do paciente, sendo caso de abuso sexual ao Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Serviço Atendimento Especializado (SAE), Departamentos de Saúde da Mulher (DSM), de Clínicas Especializadas (DCE) e da Criança e do Adolescente (DCA). Em caso de acidente de trabalho, o paciente é encaminhado ao CTA, SAE e Departamento de Saúde do Trabalhador (DSAT).
De acordo com Ana Cláudia, tanto o acidente biológico ocupacional quanto de abuso sexual é notificado ao Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (DVEA) da Secretaria de Saúde, para controle de estatística. “Em ambos os casos, para o controle dos atendimentos, é preenchida uma ficha chamada Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinam) do Ministério da Saúde”. Em se tratando de abuso sexual, o Conselho Tutelar é sempre acionado e a perícia médico-legal é realizada no Instituto Médico Legal (IML) da comarca competente, que repassa o resultado à Delegacia de Polícia solicitante.
Parbos – 6.282 atendimentos e nenhuma soroconversão para o HIV
Num universo de 6.282 atendimentos prestados pelo Protocolo de Atendimento ao Risco Ocupacional e Sexual (Parbos) da Secretaria de Saúde da PJF - dos pacientes que tiveram contato real com o vírus da AIDS - nenhum apresentou soroconversão para o HIV, devido ao atendimento prestado em tempo hábil, incluindo exames e medicações.
Ana Cláudia informou também que 72% dos atendimentos correspondem a usuários de Juiz de Fora, e 28% de outras cidades conveniadas. Os acidentes com perfurocortantes, como agulhas, lâminas e instrumentos cirúrgicos e odontológicos lideram o ranking dos dispositivos causadores da exposição. “O risco de contágio em acidentes com perfurocortantes é de 30% para a hepatite B; 3% para a hepatite C e de 0,3% para o HIV”, alertou a enfermeira.