

Quem passar pela Praça da Estação neste sábado, 12, vai encontrar um encontro de culturas, histórias e tradições. Das 9h às 18h, o espaço recebe a V Feira da Diversidade Religiosa e a V Feira Cultural dos Migrantes e Refugiados.
Ao longo de todo o dia, os visitantes poderão conhecer diferentes formas de viver a fé e a espiritualidade, ouvir histórias de pessoas que vieram de outros países, experimentar sabores, conhecer produtos e artesanatos e acompanhar apresentações de música e dança. Mais do que uma feira, a proposta é criar um espaço para conhecer o outro, trocar experiências e celebrar as diferenças que fazem parte de Juiz de Fora.
A V Feira da Diversidade Religiosa reúne representantes de tradições como Umbanda, Candomblé, Religião Tradicional Yorubá, Wicca, Cristianismo, Movimento Hare Krishna, Hinduísmo, Ketu, Espiritismo, Islamismo, Igreja Messiânica, Druidismo e Espiritualidade Céltica, Judaísmo e Fé Bahá'í.
A programação começa com um Momento Interreligioso e segue durante todo o dia com palestras, rodas de conversa, manifestações de fé, música e apresentações culturais. Entre os destaques estão as danças e cantos de Umbanda e Candomblé, o momento de oração islâmica, a meditação e o Budismo, a apresentação do Grupo de Samba de Matamba – Ilê Sabá Alfanferê Axé Ajagunan, a Dança Alemã, a palestra com um monge indiano, a Dança do Ventre e o encerramento, às 17h40, com os Tambores Sagrados, reunindo os terreiros participantes.
Também haverá espaço para reflexão e diálogo, com Mesa Redonda da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), palestra sobre diversidade religiosa a partir do Espiritismo, discussão sobre intolerância religiosa, mesa-redonda com pesquisadores e representantes da área e um diálogo sobre a Wicca. À tarde, o podcast inter-religioso Omnifé propõe uma conversa sobre liberdade religiosa, diálogo e respeito.
Para a coordenadora do Comitê Municipal de Respeito à Diversidade Religiosa (CDR/JF), Flávia Beghini, a feira aproxima a população de diferentes tradições e fortalece o respeito à liberdade de crença e de não crença.
“Mais do que apresentar diferentes manifestações de fé, a iniciativa cria oportunidades para o diálogo e para o reconhecimento de que a diversidade faz parte da construção de uma sociedade democrática e de direitos.”
Culturas do mundo também estarão presentes
Realizada simultaneamente, a V Feira Cultural dos Migrantes e Refugiados vai levar à Praça da Estação um pouco das culturas de comunidades que escolheram Juiz de Fora para viver. Estarão representados Venezuela, Senegal, Cuba, Colômbia, Síria e Bolívia, além de manifestações culturais do Oriente Médio, como a Dança do Ventre.
O público poderá conhecer costumes, sabores, artesanatos e histórias que atravessaram fronteiras e hoje também fazem parte da identidade da cidade.
Segundo a coordenadora do Comitê Municipal para Migrantes e Refugiados (Comitê Migrantes-JF), Victoria Sabatine, o encontro é uma oportunidade de aproximar essas comunidades da população juiz-forana.
“O evento proporciona ao público a oportunidade de conhecer culturas, histórias, sabores e tradições trazidas por essas comunidades, fortalecendo a integração e a convivência.”
A realização conjunta das duas feiras reforça a importância do diálogo entre diferentes grupos e mostra que a diversidade também pode ser vivenciada por meio da cultura, da arte, da gastronomia, da música e da convivência.
As iniciativas são promovidas pela Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), do Comitê Municipal de Respeito à Diversidade Religiosa (CDR/JF) e do Comitê Municipal para Migrantes e Refugiados (Comitê Migrantes-JF).
Confira a programação da Feira da Diversidade Religiosa
9h às 9h30 – Músicas ambiente
9h30 às 10h – Momento Interreligioso
10h às 10h20 – Ministração
10h20 às 10h50 – Mesa Redonda OAB
10h50 às 11h10 – Palestra sobre diversidade religiosa a partir do Espiritismo
11h15 às 11h40 – Apresentação de danças e cantos de Umbanda e Candomblé
11h40 às 11h50 – Louvor
11h50 às 12h05 – Momento de oração islâmica
12h05 às 12h35 – A reconstrução de vivência em comunidade ancestral de matrizes africanas e afropindorâmicas – Bioética no Candomblé de tradição Fon, do Benin
12h40 às 13h – Palestra “A diferença não precisa reproduzir intolerância”
13h às 13h20 – Meditação e Budismo
13h20 às 13h30 – Grupo de Samba
13h30 às 14h – Apresentação do Grupo Samba de Matamba – Ilê Sabá Alfanferê Axé Ajagunan
14h às 14h30 – Dança Alemã
14h30 às 15h – Palestra com o Monge Indiano
15h10 às 15h50 – Mesa Redonda: A diversidade religiosa, respeito às diferenças e enfrentamento à intolerância religiosa e racismo religioso. Prof. Dra. Andréa Sidnei Musskopf, Profa. Dra. Elisa Rodrigues e Laura de Souza
15h50 às 16h50 – Dança do Ventre
16h50 às 17h10 – Omnifé Podcast Inter-Religioso – Liberdade religiosa, diálogo e respeito: o que nos une quando nossas crenças nos diferenciam? Dra. Maíla Lúcia Leal de Oliveira
17h10 às 17h30 – Diálogo sobre a religião neopagã Wicca
17h30 às 17h40 – Músicas ambiente
17h40 às 18h – Momento Tambores Sagrados