

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Festival de Artes Cênicas de Juiz de Fora (FESTAC). A iniciativa, promovida pelo Grupo Encruza de Teatro, ocorrerá entre os dias 19 e 22 de novembro de 2026. O festival busca ampliar, em sua nova edição, o espaço de encontro, circulação e intercâmbio entre grupos, artistas e coletivos das artes cênicas.
Artistas, grupos e coletivos interessados em participar devem consultar atentamente o regulamento da iniciativa e realizar a inscrição dentro do prazo estabelecido pela organização. As inscrições estarão abertas até 11 de setembro, e os interessados devem observar as orientações, critérios e documentos necessários para efetivar a participação.
Com o tema “Encruzilhadas da Resistência: Mulheres, Memórias e Territórios nas Artes Cênicas”, o II FESTAC propõe um encontro entre diferentes linguagens, experiências e territórios. O projeto visa valorizar a produção artística e cultural, especialmente aquela construída por mulheres, pessoas negras e artistas que atuam nas margens e periferias da produção cultural.
A programação contará com apresentações de espetáculos em diferentes categorias, incluindo infantil, solo, comédia, drama, alternativo e teatro de rua, além de atividades formativas, rodas de conversa e ações de intercâmbio entre artistas.
A primeira edição do FESTAC reuniu artistas e público de diferentes regiões e alcançou aproximadamente 5 mil pessoas, consolidando o festival como uma iniciativa de fortalecimento das artes cênicas em Juiz de Fora e na Zona da Mata mineira.
Para a coordenadora-geral e proponente do festival, Ciça Liberdade, a realização da segunda edição representa a continuidade de um trabalho voltado à valorização da produção artística independente. “O FESTAC nasce do desejo de criar encontros, abrir caminhos e fortalecer artistas que muitas vezes encontram dificuldades para acessar os grandes circuitos culturais. Nesta segunda edição, queremos ampliar esse espaço e colocar em cena histórias, memórias e territórios que precisam ser vistos e ouvidos”, destaca.
Realizado pelo Grupo Encruza de Teatro, coletivo de Juiz de Fora que desenvolve pesquisas e ações artísticas relacionadas à cultura negra, à ancestralidade, ao território e aos processos de aquilombamento, o festival busca fortalecer espaços de visibilidade e reconhecimento para diferentes produções das artes cênicas.