

Nesta terça-feira, 18, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) realizou visita técnica ao Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro (COR-Rio) para conhecer tecnologias, protocolos e modelos de integração utilizados na cidade. O objetivo foi avaliar soluções que possam contribuir para o aperfeiçoamento das ações de prevenção, monitoramento e resposta a desastres em Juiz de Fora.
Participaram da agenda a secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP), Cidinha Louzada, o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Luís Fernando Martins, e o gerente de Gestão de Desastres da Defesa Civil, Gabriel Felipe. A visita permitiu conhecer como o Rio de Janeiro integra, em um mesmo centro, informações relacionadas a meteorologia, mobilidade, ocorrências urbanas, saúde, eventos e situações de emergência. A estrutura trabalha com dados em tempo real, protocolos previamente definidos e diferentes níveis de alerta para antecipar cenários e coordenar a atuação dos órgãos públicos.
Além de conhecer a estrutura do COR-Rio, a equipe apresentou a experiência que vem sendo desenvolvida pela Defesa Civil de Juiz de Fora, especialmente os sistemas de monitoramento e as tecnologias já utilizadas pelo município. A Defesa Civil de Juiz de Fora conta hoje com uma estrutura técnica preparada e ferramentas de monitoramento, incluindo soluções de inteligência artificial aplicadas ao risco hidrológico. Um dos principais objetivos do intercâmbio é avançar no monitoramento do risco geológico e dos deslizamentos de encostas.
Como explica a secretária da SEDUPP, Cidinha Louzada, esse é um desafio para todas as cidades, porque as tecnologias existentes para esse tipo de monitoramento ainda apresentam limitações e precisam considerar características muito específicas de cada território, como relevo, formação geológica, tipos de solo e ocupação urbana. “Juiz de Fora avançou muito no monitoramento das chuvas e dos alagamentos. Temos uma Defesa Civil preparada, uma equipe técnica qualificada e tecnologias que nos permitem acompanhar diferentes situações. Nosso grande desafio agora é avançar no monitoramento das encostas. E essa não é uma dificuldade apenas de Juiz de Fora. Por isso, viemos trocar experiências, conhecer o que está sendo desenvolvido e também compartilhar aquilo que a nossa Defesa Civil já construiu”, destacou Cidinha.
A agenda abriu caminho para a continuidade do intercâmbio técnico entre as equipes, especialmente nas áreas de monitoramento das encostas, integração entre os órgãos públicos e comunicação de risco, fortalecendo a preparação de Juiz de Fora para eventos climáticos extremos. “Tecnologia é fundamental e precisa chegar ao território na forma de proteção. Quanto mais conseguimos antecipar uma situação, integrar nossas equipes e organizar essa resposta, maior é a nossa capacidade de proteger vidas”, afirmou Cidinha.