

Juiz de Fora apresentou uma redução de 95,3% no número de novos casos de hepatite A entre março, mês com o maior registro da doença em 2026, e julho, quando foi contabilizado o menor número de confirmações desde o início do ano. Os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), extraídos em 4 de agosto, mostram que o município passou de 428 casos em março para apenas 20 em julho, refletindo o impacto das ações adotadas pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para conter a transmissão.
A evolução mensal dos casos demonstra a tendência consistente de queda ao longo dos últimos meses. Em janeiro, foram registrados 70 casos; em fevereiro, 185; em março, 428; em abril, 313; em maio, 184; em junho, 65; e, por fim, apenas 20 casos em julho. Os dados são preliminares e estão sujeitos a alterações conforme a atualização das investigações epidemiológicas.
Secretaria de Saúde fortalece ações de prevenção e monitoramento
Desde a identificação do aumento de casos, a Secretaria de Saúde (SS) intensificou uma série de medidas para controlar a disseminação da doença. Por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SsVS), as ações envolveram fiscalização sanitária, atividades de educação em saúde junto à população, investigação epidemiológica de todos os casos confirmados, identificação e acompanhamento dos contatos próximos dos pacientes e realização da vacinação de bloqueio, estratégia fundamental para interromper as cadeias de transmissão.
A vacinação teve papel importante na resposta ao surto. Até o momento, cerca de 9 mil doses da vacina contra a hepatite A foram aplicadas em 2026. Desse total, 3.248 doses foram destinadas a crianças menores de 2 anos, público contemplado pela vacinação de rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação. Atualmente, a cobertura vacinal desse grupo no município é de 77,13%.
Prevenção continua como principal forma de cuidado
A Secretaria de Saúde reforça que a hepatite A é uma doença prevenível e que a vacinação continua sendo uma das principais formas de proteção, especialmente para o público-alvo da imunização de rotina. Além da vacina, medidas como a correta higienização das mãos, o consumo de água tratada e alimentos preparados de forma segura são fundamentais para reduzir o risco de transmissão.