

O PROCON/JF instaurou procedimento de averiguação preliminar contra o Banco Mercantil do Brasil S.A., após fiscalizações realizadas nos dias 25 e 27 de maio de 2026 em agências da instituição em Juiz de Fora. As ações ocorreram no âmbito da Operação Saque Seguro, força-tarefa de caráter educativo e preventivo criada para orientar consumidores, especialmente idosos, sobre segurança em terminais eletrônicos e prevenção a fraudes bancárias.
Durante as fiscalizações, equipes do PROCON/JF identificaram uma série de irregularidades consideradas graves nas unidades da Rua Espírito Santo, 1058, e da Avenida Barão do Rio Branco, 1909. Entre os problemas constatados estão ausência de vigilantes e de controle de acesso, falta de funcionários para orientação do público, filas desorganizadas, inexistência de atendimento prioritário para idosos e pessoas com deficiência, ausência de assentos nas áreas de espera, limitação de saques exclusivamente aos caixas eletrônicos e equipamentos inoperantes.
Também foram verificadas irregularidades como funcionários sem identificação visual, salas sem ventilação adequada, limitação arbitrária de valores para saque, porta giratória desativada e ausência de urna para recebimento de reclamações dos consumidores.
Segundo o PROCON/JF, as condutas identificadas podem configurar violação ao Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que se refere aos direitos à segurança, à informação adequada e à dignidade no atendimento, além de possível descumprimento do Estatuto da Segurança Privada e da legislação municipal relacionada à segurança em instituições financeiras.
O banco foi notificado para apresentar defesa no prazo de dez dias úteis. A instituição também deverá informar, em até 48 horas, quais medidas imediatas serão adotadas para correção das irregularidades apontadas durante a fiscalização.
A superintendente do órgão, Tainah Moreira Marrazzo da Costa, determinou, ainda, que o Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora seja comunicado sobre o procedimento.
“O Banco Mercantil transformou suas agências em armadilhas para idosos. Graves irregularidades foram flagradas durante a abordagem educativa do PROCON/JF, escancarando um retrato da mais profunda negligência. O serviço bancário é essencial e a lei exige proteção reforçada ao consumidor idoso. Isso não é descaso, é desrespeito à dignidade humana”, destacou a
Caso não haja adequação das unidades, o PROCON/JF poderá adotar medidas administrativas previstas em lei, incluindo aplicação de multa e interdição parcial ou total das agências.
A Operação Saque Seguro continuará sendo realizada em diferentes instituições financeiras do município, com foco na proteção dos consumidores e na garantia de condições adequadas de atendimento, especialmente para a população idosa.