

A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), realizou, na última sexta-feira, 10, um Dia de Campo com oficina técnica sobre a produção de Plantas Alimentícias não Convencionais (PANCs). A atividade integra o calendário de capacitação com oficinas mensais voltadas aos produtores do município.
A atividade foi realizada em uma propriedade na região de Vila Almeida e reuniu produtores interessados em identificação, manejo, produção e comercialização das PANCs, que se destacam pelo alto valor nutricional, pela facilidade de cultivo e pelo potencial de diversificação da alimentação e da produção agrícola.
De acordo com o extensionista da Emater-MG responsável pela ação, Cândido Antônio Rocha da Silva, “as plantas alimentícias não convencionais, conhecidas como PANCs, são espécies com potencial de consumo que ainda não estão inseridas de forma significativa nos hábitos alimentares da população. Como exemplos, podemos citar flores comestíveis, taioba, ora-pro-nóbis e azedinha. Muitas dessas plantas crescem de forma espontânea e apresentam elevado valor nutricional, podendo contribuir para a diversificação alimentar e para o uso mais sustentável dos recursos disponíveis nas propriedades”.
Durante a oficina, os participantes tiveram acesso a conteúdos teóricos, além de demonstrações culinárias e troca de experiências entre técnicos e produtores. A atividade contou ainda com a participação do coordenador e professor do curso de Gastronomia do Centro Universitário UniAcademia, João Simoncini. Segundo ele, “é essencial este momento de troca e diálogo e, mais do que isso, de aprimorar a produção para ampliar as oportunidades de comercialização. No Comida di Buteco deste ano, folhas, talos e raízes são protagonistas. Esses alimentos estão diretamente ligados à produção da agricultura familiar, e é fundamental conectá-los à gastronomia para suprir o mercado e desenvolver o setor”.
O produtor Carlos Alexandre Ferreira destacou a importância da iniciativa. “Achei a proposta muito interessante desde o começo. Quando conversei com o Cândido, surgiu a ideia de realizar a oficina e tivemos apoio para colocá-la em prática. Ainda é um tema novo, então nem tudo fica claro de imediato, mas já foi possível aprender bastante. Foi uma experiência muito válida e que pode ter continuidade”.
A ação integra as iniciativas da Prefeitura voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à promoção da segurança alimentar e ao incentivo a práticas mais sustentáveis. Ao valorizar as PANCs, a oficina contribui para o resgate de saberes tradicionais e para a ampliação do repertório alimentar da população.