

Atualizado às 16h42*
A Secretaria de Saúde (SS) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Centro Universitário Antônio Carlos (Unipac Juiz de Fora), Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO) e a Faculdade Anhanguera, realiza nesta quinta-feira, 12, a ação pública Dia Mundial do Rim. Esta é uma campanha de prevenção, orientação e diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica (DRC), organizada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em alusão ao World Kidney Day, campanha mundial de conscientização sobre a saúde dos rins.
As atividades acontecem ao longo do dia no PAM Marechal e incluem aferição de pressão arterial, glicemia capilar, orientações sobre prevenção da DRC e principalmente a coleta de sangue para dosagem de creatinina, visando identificar alterações na função renal. A campanha local integra a mobilização nacional promovida pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), que reforça a importância do diagnóstico precoce e da prevenção, pauta que a Comissão de Nefrologia do município apoia há seis anos.
A DRC evolui de forma silenciosa. Isso significa que muitos pacientes só apresentam sintomas quando a função dos rins já está bastante comprometida. Estimativas internacionais apontam que cerca de 1 em cada 10 pessoas vive com algum grau de DRC, e a detecção precoce reduz a progressão da doença, evita complicações e diminui a necessidade futura de terapias de substituição renal (diálise ou transplante).
Procedimentos simples permitem identificar precocemente alterações renais. Nesse contexto, o exame de dosagem de creatinina é fundamental para a avaliação da função renal. A aferição da pressão arterial e a verificação da glicemia são etapas essenciais do rastreio, já que hipertensão e diabetes são causas e fatores de risco principais para DRC.
No Brasil, as principais causas associadas à DRC são hipertensão e diabetes. Entre as medidas preventivas recomendadas estão: controle da pressão arterial e da glicemia em pessoas com diabetes; manutenção de peso adequado; alimentação equilibrada (redução do consumo excessivo de sal) e a realização de exames de acompanhamento para quem tem fatores de risco. Essas ações, quando adotadas precocemente, reduzem a progressão da doença e o impacto sobre o sistema de saúde.
A relevância da saúde renal tem recebido atenção crescente: iniciativas globais de conscientização e orientações voltadas ao rastreio e à prevenção reforçam que intervenções simples e acessíveis podem mudar o curso da doença nas populações mais vulneráveis. Em 2025 a temática ganhou maior destaque nas agendas de saúde pública, com reconhecimento da necessidade de priorizar a DRC entre as doenças crônicas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A participação da população é aberta e gratuita; os resultados de exames que indiquem alteração serão encaminhados para acompanhamento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) municipal