

A Secretaria Especial das Mulheres da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) participou, na segunda-feira, 9, de uma roda de conversa com acadêmicos do Núcleo de Prática Jurídica da Faculdade Universo para discutir aspectos jurídicos relacionados à violência contra a mulher. A atividade contou também com a participação da delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Adriana Pereira, e da advogada Grasiele Herdy. A Secretaria foi representada pela coordenadora da Casa da Mulher, Jessieli Lomar.
Durante o encontro, foram abordados os principais desafios no trabalho de apoio, acolhimento e proteção às vítimas, além da apresentação das diferentes formas de violência doméstica e familiar. Os participantes também discutiram o funcionamento da rede de proteção e o papel de cada órgão público no atendimento às mulheres em situação de violência.
A atuação integrada entre os serviços foi destacada como fundamental para garantir acolhimento adequado e orientação às vítimas. Segundo Jessieli Lomar, a construção de uma rede preparada e sensível é essencial para que as mulheres se sintam seguras ao buscar ajuda. “A própria sociedade muitas vezes acaba revitimizando essa mulher, o que pode fazer com que ela se sinta culpada mesmo sendo vítima da violência. Por isso, é fundamental que exista uma rede de apoio preparada para acolher, orientar e oferecer informações e alternativas. Assim, mesmo que ela leve um tempo para decidir pedir ajuda e sair daquele contexto, saberá que existe um lugar seguro e pessoas dispostas a ajudá-la quando estiver pronta”, afirmou.
A coordenadora também ressaltou a importância do debate especialmente durante o mês dedicado às mulheres. “O mês da mulher é um momento importante para refletirmos sobre autonomia, autoestima e força. É um tempo de usar a nossa voz para conscientizar, nos fortalecer e também para buscar conhecimento. Quanto mais a mulher se informa sobre seus direitos e sobre as redes de apoio existentes, mais preparada ela estará para reconhecer situações de violência e saber que não precisa enfrentar isso sozinha”, completou.