A Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEIR), inaugura na próxima segunda-feira, 30 de junho, às 19h, o Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região. O espaço será aberto com a exposição "Estesia", que convida o público a vivenciar, por meio dos sentidos e emoções, memórias historicamente silenciadas da população negra na cidade.
A cerimônia será realizada no Paço Municipal (Av. Rio Branco, 2.234 – Centro, Parque Halfeld) e terá acesso restrito a autoridades e convidados, mediante confirmação prévia de presença.
O Centro surge como um marco simbólico e concreto no processo de reparação histórica, representando um compromisso da gestão municipal com o reconhecimento e a valorização da contribuição da população negra na construção e no desenvolvimento de Juiz de Fora. O espaço também está alinhado à proposta da nova museologia, que entende os museus como territórios vivos, voltados à transformação social e à preservação das culturas populares.
A secretária de Promoção da Igualdade Racial, Giane Elisa Sales de Almeida, ressalta a importância da inauguração como um avanço significativo na luta por memória e justiça histórica: “A criação do Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora é o primeiro passo para a implementação do Museu da Memória Negra, um marco na história da cidade. É um gesto de reparação com uma população que teve sua memória silenciada, mas que agora passa a contar com um espaço físico para o resgate, a celebração e a valorização de sua trajetória.”
Exposição “Estesia”
A exposição inaugural, intitulada “Estesia”, foi idealizada para provocar reflexões sobre os efeitos do racismo estrutural e das heranças da escravidão, além de destacar a presença histórica da população negra na cidade. A mostra propõe um despertar sensorial diante de uma realidade marcada pelo apagamento e pela anestesia das vivências negras no espaço urbano e social.