

Essa é a primeira fase do processo de escuta diálogo e planejamento participativo da folia para o próximo ano. O objetivo é estabelecer uma aproximação direta com as escolas de samba da cidade, conhecendo suas estruturas, ouvindo suas demandas e acompanhando os preparativos para o próximo Carnaval.
A ação visa a valorizar o trabalho das agremiações, fortalecer os vínculos institucionais, bem como mapear as necessidades para a elaboração, de forma colaborativa, de um plano de capacitação voltado a todos os agentes envolvidos no Carnaval. Esse plano, previsto para a segunda quinzena de junho, terá como foco temas como produção cultural, gestão de projetos, segurança, sustentabilidade e formação artística, contribuindo para o aprimoramento da festa em seus diversos aspectos.
“Temos que resgatar a comunidade, não afastar”, destacou Marlene Moura, responsável pela Escola Mirim Império da Torre, que conta com mais de 70 crianças ritmistas em seus desfiles. Os ensaios acontecem todos os domingos, de 10h às 12h, na Escola Municipal Murilo Mendes, no Grajaú, juntamente com o projeto de capoeira desenvolvido pela agremiação carnavalesca voltada para crianças e adolescentes. “Com o benefício do ônibus de graça, eu atendo todo mundo”, ressaltou Marlene, que tem alunos de diversos bairros fazendo parte do projeto. “Se tem uma coisa que não vão é conseguir me fazer desistir”.
Na quadra da Real Grandeza, o presidente Renan Henrique Frattini e o mestre de bateria Alexandre Húngaro mostraram o barracão e exaltaram os 52 anos da escola. Frattini enfatizou que a Real sempre busca remunerar a equipe responsável pelos desfiles, mas apontou, como desafio, o fato de a escola não estar vinculada à comunidade do entorno e de não haver, portanto, um processo voltado para a formação.
Por sua vez, na Mocidade Alegre, o presidente Marcos Tadeu apresentou os projetos sociais da escola, a equipe responsável pelas fantasias, o orçamento médio de um desfile, as iniciativas para arrecadação e a Escola Mirim Mocidade do Amanhã. “Se não tiver uma sequência de mirins, o samba morre”, considerou. “Tem que alimentar também a relação com a escola [de educação básica] do bairro. Aí passa a fazer parte do contexto dos alunos.”
O diretor-geral da Funalfa, Rogério de Freitas, salientou a relevância dessas visitas e o quanto elas já mostraram a importância da gestão das escolas nesse processo de requalificação do Carnaval de Juiz de Fora. As visitas continuam nesta terça-feira, 20 de maio, e na próxima sexta-feira, 23 de maio.