Política de gênero de JF é reconhecida internacionalmente durante Cúpula de Mercocidades na Argentina
A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) recebeu importante reconhecimento internacional durante a XXIX Cúpula de Mercocidades, que reuniu uma rede de cidades e governos locais da América Latina. Foram premiados o projeto "Acupuntura Urbana - Arte na Ponte", da Secretaria de Governo (SG), e as políticas públicas incorporadas na Casa da Mulher, vinculada à Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH).
A homenagem foi entregue durante o evento, que aconteceu no último dia 4, em Esteban Echeverría, na Argentina. Um dos objetivos do encontro é trazer visibilidade às iniciativas criadas pela “Chamada de Boas Práticas para Políticas Locais de Gênero”, que reflete a atuação de dezenas de municípios por toda a América Latina e suas atividades para a promoção da equidade de gênero em diversas áreas de atuação.
Políticas públicas - Casa da Mulher
A Casa da Mulher é um equipamento público municipal que presta assistência às mulheres que se encontram em situação de violência doméstica e de gênero. A coordenadora de políticas públicas para Mulheres da SEDH, Ana Carolina Sales, destacou a importância da transversalidade na construção das ações que visem a equidade de gênero. “O reconhecimento de Juiz de Fora é resultado do trabalho conjunto entre a elaboração de políticas públicas, a aplicação, a dedicação e a qualidade dos serviços ofertados pelos profissionais da Casa da Mulher”, explicou.
Para a coordenadora da Casa da Mulher, Maria Cristiane Ribeiro, o reconhecimento é fruto do esforço que vem sendo feito para melhorar e qualificar o atendimento. “Prezamos pelo atendimento humanitário, individualizado e acolhedor”.
Acupuntura Urbana - Arte na Ponte
A iniciativa da SG, viabilizada por emenda parlamentar da vereadora Laiz Perrut, promoveu intervenção artística na Ponte Leopoldina e teve a participação de mulheres assistidas pela Casa da Mulher. O projeto foi considerado um exemplo de política de gênero na categoria “governança inclusiva e transversalização de gênero”.
Com o tema “poder feminino”, a arte contempla a ponte e o caminho até a Casa da Mulher. Todo o processo, da idealização à execução prática, foi feito por mulheres. A artista vencedora do edital, Gabi Lemos, ministrou uma oficina para ensinar mulheres atendidas pela Casa da Mulher a criarem “milagritos’’- arte em tecidos remetendo a elementos que consideram sagrados. O resultado foi um sucesso: essas mulheres participaram do processo de intervenção na ponte, continuam produzindo “milagritos” até hoje e planejam uma organização para venda de produtos artesanais.
Para a secretária de Governo, Cidinha Louzada, “a ação transformou a Ponte Leopoldina e, também, mudou a vida de muitas mulheres. A arte nos ajuda a ver a vida sob uma nova perspectiva e, nesse caso específico, abriu também as portas para o empreendedorismo. Por isso, o projeto recebeu esse reconhecimento internacional”, ressalta.
XXIX Cúpula de Mercocidades
Durante a apresentação, foi oferecido um panorama dos resultados obtidos evidenciando as iniciativas inovadoras das cidades-membro. Também foi formalizado o documento para iniciar a construção do Protocolo de Gênero da América Latina o qual consta o reconhecimento da política de gênero aplicada em Juiz de Fora. Ao final, foi feita uma chamada para que todas as cidades representadas participem ativamente da construção do “Protocolo de Gênero em 2025” que será um compromisso formal com a promoção de políticas de equidade de gênero e a defesa dos direitos das mulheres na América Latina.