Livro infantil de Emicida faz estudantes do 6º ano refletirem sobre identidade e negritude
“Que a doçura das frutinhas sabor acalanto. Fez a criança sozinha alcançar a conclusão: Papai que bom, porque eu sou pretinha também.” Os versos da canção “Amoras”, do rapper Emicida, que ganhou cores e formas em um livro infantil, foi o ponto de partida para os estudantes do 6º ano da Escola Municipal Marlene Barros, no bairro Marumbi, na zona leste, refletirem sobre representatividade e negritude.
A obra literária conta a história de uma garotinha que reconhece sua identidade depois de uma conversa com o pai, debaixo de uma amoreira. Com simplicidade e poesia, “Amoras” mostra a importância de nos reconhecermos nos pequenos detalhes, fazendo referências à cultura e à resistência negra. A partir do contato com o livro escrito por Emicida, os estudantes pesquisaram as obras musicais de outros rappers brasileiros. Foram feitas análises oral e escrita de variadas canções, além da produção de poemas nos moldes do rap. A iniciativa faz parte do projeto “Cultura da Paz”, que envolve toda a comunidade escolar desde o começo do ano, e busca a aprendizagem com qualidade e o desenvolvimento integral dos estudantes.