Uma manhã de autógrafos movimentou a Escola Municipal Jovita de Montreuil Brandão, no bairro Parque das Águas. Os autores, alunos do quinto ano do ensino fundamental, produziram um livro de cordel e receberam convidados, incluindo familiares, para o momento de celebração literária. A equipe do projeto Nossa Escola, composta por servidores da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc), foi convidada pela relação de trabalho estabelecida com professores, direção e alunos, tendo comparecido e prestigiado o evento.
O conjunto de histórias criadas pelas próprias crianças formou o livro “Do Sertão à Sala de Aula”, montado sob orientação da professora de Língua Portuguesa, Ana Luiza Horta Raymundo. Trabalhar a criatividade e estimular a escrita estiverem nos caminhos de toda a atividade. De um detalhe, várias derivações e possibilidades. A professora explica que a literatura de cordel foi apresentada ao grupo a partir do questionamento sobre o que seria cordel. “Eles não sabiam que a palavra cordel vinha de corda e então fomos despertando o interesse pela rima, brincando com palavras do universo nordestino. Fizemos até um ‘soletrando’, com premiação dos primeiros lugares”.
Da dinâmica com as palavras, a corda foi sendo esticada para novos desafios. “Eu não acreditava que eles iam escrever assim como eles chegaram ao final escrevendo. Começamos trocando uma palavra de um poema e eu me surpreendi com o envolvimento, a gente criou um grupo de mensagens para a troca de ideias, eles levaram a atividade para casa e o resultado foi a construção de um livrinho de cordel”, relata a professora.
Para a coordenadora pedagógica Elisa Alves Vidal, o projeto foi uma oportunidade de enriquecimento cultural e de fortalecimento de vínculos para as crianças. “Eu pude acompanhar todo o envolvimento delas, as produções textuais sobre cordel, como elas aprenderam sobre o contexto do nordeste brasileiro. Foi um trabalho muito rico, que gerou expectativa para essa manhã de autógrafos. Eles ficaram muito alegres, entusiasmados e agora recebem a família pra mostrar que são crianças muito capazes de produzir, que só enche a gente de orgulho”, afirma.
Pais, mães, irmãos, avós, que acompanharam em casa todo o processo de preparação, puderam ver de perto a produção literária das crianças. “É empolgante não só pra eles, mas para a gente que é pai e mãe, que estamos todos os dias com eles, vendo a oportunidade de melhorar a leitura, de escrever. A Lara ficou super empolgada com os cordéis. Não teve um dia que ela chegasse em casa e que não comentasse a respeito do da atividade”, contou Tulira, mãe da aluna Lara Machado.