

Cuidar de pessoas e dar visibilidade é uma das prioridades da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). Nesta segunda-feira, 22, a Casa da Mulher realizou uma roda de conversa voltada às mulheres transexuais e travestis. O evento acontece em parceria com o Cras Linhares e as atividades fazem parte do Agosto Lilás, mês destinado à campanha de conscientização sobre a violência doméstica. Além do acolhimento, este momento tem como objetivo a troca de experiência desse público, para que sintam-se seguras a falarem de suas vivências.
Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), pelo 13º ano consecutivo, o Brasil lidera o ranking dos países que mais matam travestis e transexuais no mundo. Além do preconceito e da invisibilidade, uma grande parcela dessa população enfrenta dificuldades no acesso a condições básicas de vida como educação, saúde e bem-estar.
Yasmim de Oliveira tem 32 anos, é uma mulher trans e moradora do bairro Linhares. Ela conta que esse momento é importante para que corpos LGBTQIA+ sintam-se livres. “É a primeira vez que venho aqui, fui indicada pelo Cras Linhares. Mesmo com o preconceito da sociedade, tento me manter de cabeça erguida para conseguir sobreviver”.
Georgia é assessora da Casa da Mulher e uma pessoa trans. Ela afirma que a troca serve para desconstruir toda ideia de marginalização que a sociedade atribui à população transexual e travesti e empoderar esse público. “A primeira coisa que mulheres trans precisam é se sentirem livres. Quando elas se libertam, não se sentem oprimidas. Além disso, precisamos de políticas públicas para nossa população.”, afirma.
Casa da Mulher
Vinculada à Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), a Casa da Mulher Maria da Conceição Lammoglia Jabour é um centro municipal de atendimento humanizado, especializado em casos de mulheres em situação de violência doméstica. O espaço é referência na área, oferecendo atendimento psicológico e jurídico às vítimas de violência sexual, física e psicológica, além de contar com um “Ponto de Acolhimento da Saúde para Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Trans (LBT)”.
A instituição também coordena políticas para mulheres, elabora e implementa campanhas educativas e não discriminatórias, contribuindo para eliminar preconceitos, atitudes e padrões de comportamento social que perpetuam a violência contra o gênero. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Avenida Garibaldi Campinhos 169, no bairro Vitorino Braga, antiga sede da Defesa Civil.
Outras informações:
(32) 3690-7292 - Casa da Mulher
(32) 3690-7331 ou sedh@pjf.mg.gov.br - Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH)