

A equipe de proteção ambiental da Guarda Municipal acaba de completar um ano de atividades no apoio ao recolhimento de animais silvestres na área urbana de Juiz de Fora. No final de maio de 2021, foi realizado o primeiro treinamento junto à 4ª Companhia de Meio Ambiente da Polícia Militar, habilitando os integrantes para a nova função. Desde então, a Guarda já foi responsável pelo atendimento de 368 solicitações da comunidade.
Nesta terça-feira, 31, quatro corujas foram retiradas do forro de um apartamento localizado no 16º andar de um prédio, na Rua José Cesário, no bairro Alto dos Passos. Os moradores se queixavam do barulho que as aves faziam, incomodando a vizinhança. Foi necessário quebrar parte do forro de gesso para acessar o ninho. Todas as aves foram retiradas, sem qualquer ferimento e encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), para avaliação veterinária. O órgão se encarrega de cuidar dos animais recebidos, fazendo a readaptação para a reinserção ao meio ambiente.
As ocorrências mais comuns em área urbana, durante esse um ano, foram gambás, ouriços caixeiro, serpentes, aves diversas, micos e lagartos. A Guarda Municipal lembra que atende exclusivamente demandas relativas a animais da fauna silvestre, de pequeno porte. A equipe não faz captura de animais de médio ou grande porte, bem como não recolhe animais domésticos.
A atuação da Guarda Municipal é auxiliar aos demais órgãos ambientais no trabalho de recolhimento de animais. Caso encontre um animal silvestre ferido ou em situação de perigo, a população pode acionar a equipe de proteção ambiental, pelo telefone 153, no horário das 8h às 17h. O atendimento é condicionado à disponibilidade de equipe no momento da solicitação, uma vez que o grupamento também atua no serviço de patrulhamento preventivo de rotina em áreas públicas.
A equipe avalia o local em que se encontra o animal, o risco que ele pode representar para a comunidade e as condições do próprio bicho se locomover em retorno ao habitat. Normalmente, eles se encontram desorientados, acuados, feridos ou sem conseguir voltar para a natureza.