

A Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/JF) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio do Departamento de Estudos Pesquisas e Projetos, divulgou dados coletados no período de 12 de fevereiro a 31 de março de 2022, através da “Pesquisa comportamental sobre o poder de compra do consumidor na pandemia e o superendividamento”, com intuito de analisar as possíveis consequências sofridas pelos cidadãos, na cidade de Juiz de Fora, devido ao período de Pandemia.
A pesquisa analisou o comportamento dos consumidores em relação ao poder de compra durante a pandemia e examinou o reflexo do período na formação de dívidas e o consequente superendividamento. Além disso, buscou identificar o quanto a situação financeira do público foi afetada durante a crise sanitária e, ainda, procurou constatar em quais setores a população teve mais gastos.
A coleta de dados foi realizada através de questionário estruturado, com perguntas direcionadas ao público de Juiz de Fora e consumidores em potencial. Os resultados analisados apresentam contribuições teóricas relevantes, tendo em vista a importância do tema e os reflexos da pandemia na atual conjuntura social. A pesquisa contou com interação on-line, via Google Formulários, e também por meio presencial aos consumidores que participaram dos cursos e palestras ofertados pelo Procon de Juiz de Fora no período de coleta dos dados.
Constatou-se que 79,7% dos respondentes possuem faixa de renda igual ou acima de R$ 1.100,00, indicando a alta assertividade da pesquisa, já que essa faixa de renda está muito próxima da média nacional. A maioria dos participantes afirma que possui uma mulher como principal administradora das finanças domiciliares, evidenciando o papel da mulher para o núcleo familiar e inserção feminina nas tomadas de decisões financeiras.
Metade dos entrevistados (50,7%) afirmam não saber calcular a porcentagem de juros cobrada nas compras a longo prazo, reforçando a necessidade de educação financeira. Uma grande parcela dos entrevistados (32,9%) ainda dizem saber calcular a porcentagem razoavelmente, enfatizando a mesma necessidade.
A gravidade da situação financeira vivida pelos brasileiros é confirmada por 61,6% dos entrevistados que declaram ter dívidas vigentes, sendo a maioria dessas dívidas (69,8%) advindas de cartões de crédito.
Além dos dados supracitados, foi possível constatar diversas situações pelas quais os consumidores foram submetidos durante o período de alta da pandemia.
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