

A Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc) amplia o debate sobre temas que perpassam o universo da segurança e da cidadania em Juiz de Fora. Na próxima terça-feira, 12, a pasta abre espaço para diálogos na segunda edição do projeto “Café com Cidadania”. O encontro vai abordar os desafios da ressocialização no Brasil e apresentar iniciativas que estão sendo implementadas pela Prefeitura junto aos sistemas prisional e socioeducativo. O café acontece a partir das 10h, na sede Sesuc, à Avenida Sete de Setembro, 768.
De acordo com a secretária de Segurança Urbana e Cidadania, Letícia Paiva Delgado, os encontros ensejam a aproximação de instituições e a soma de trabalho em parcerias que fortalecem a rede. “Esse espaço de diálogo é muito rico. A gente não faz nada sozinho, por isso a ideia do projeto é promover discussões e trocas acerca de questões importantes para a segurança. Cada vez que conversamos, encontramos formas de nos apoiar e incrementar o trabalho feito para a comunidade”, afirma.
O café tem o apoio do Centro Socioeducativo de Juiz de Fora, no fornecimento dos itens servidos aos participantes. Os pães e biscoitos são produto do trabalho de adolescentes internos na unidade, feitos em oficina de padaria profissionalizante. Uma parceria que demonstra o expediente transformador da Prefeitura de Juiz de Fora, trazendo um novo olhar sobre o sistema prisional e a reinserção social.
No último ano, a parceria com o sistema prisional e a disposição em trazer para fora dos muros o trabalho feito por pessoas privadas de liberdade, decorou árvores de Natal, que iluminaram pontos como o Mirante do São Bernardo. Os enfeites foram produzidos, artesanalmente, pelas mãos de mulheres acauteladas na Penitenciária de Juiz de Fora I - José Edson Cavalieri.
Tais iniciativas trazem em si a quebra de estigmas, a valorização do trabalho e a abertura de novas perspectivas para o processo de reinserção social. A proposta está em conformidade com o Plano Municipal de Segurança Urbana e Cidadania, que aponta na sua meta 25 a necessidade de “implementar e contribuir com os projetos de reinserção social para egressos do sistema prisional”, de forma a humanizar e proporcionar oportunidades para o desenvolvimento profissional, a fim de favorecer um recomeço com mais dignidade a essas pessoas.