Vigilância Epidemiológica faz mais de 530 mil vistorias em dois anos
Através de ações preventivas e de campo permanentes, a Secretaria de Saúde (SS) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) fez do combate às arboviroses uma de suas prioridades. Desde 2018, foram mais de 530 mil vistorias em imóveis e terrenos baldios, com eliminação, remoções ou tratamento químico com larvicida, de focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Neste período, equipes da vigilância epidemiológica trabalharam na instalação de ovitrampas, armadilhas de monitoramento para coleta de ovos do Aedes aegypti, que possibilitam a detecção oportuna dos arbovírus e a consequente contenção de novos casos, evitando, assim, epidemias. Já foram instaladas 361 ovitrampas no Município:72 na região oeste, 54 na nordeste, 75 na norte, 46 na sul, 42 na sudeste, 45 na leste e 27 no Centro.
Visando o monitoramento constante, a “Sala de Operações” trabalhou para avaliar denúncias feitas pelo “Disque Dengue”, através do 199 ou pelo aplicativo Colab. A partir daí, o trabalho foi distribuído para a pasta mais adequada para cumprimento da demanda, considerando a funcionalidade de cada uma. As equipes são encaminhadas para os bairros com maior incidência de casos.
Para garantir reforços, a PJF fez parceria com o Exército, garantindo que militares também estivessem nas ruas, atuando nas ações de monitoramento de imóveis, em atividades de campo, como vistorias em casas e comércios e tratamento e eliminação de depósitos propícios para proliferação do vetor.
Ovitrampas
O equipamento simula ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti, como vaso de planta cheio de água, onde a fêmea do mosquito deposita seus ovos. Nesse recipiente é inserida palheta de madeira, e a análise laboratorial das amostras permite que os pesquisadores atuem de forma rápida e eficiente na região que apresentar maior quantidade de mosquitos. Desse modo, é possível acelerar as ações de combate, sem que o inseto se desenvolva.
Trabalho durante a pandemia
Além das visitas peridomiciliares, os agentes de combate às endemias (ACEs) continuaram trabalhando na aplicação de ultra baixo volume (UBV) e atendimento de denúncias. Além disso, parte dos servidores atuam no monitoramento dos 197 pontos estratégicos espalhados por todas as regiões da cidade, com objetivo de avaliar o índice de infestação do mosquito nesses locais.
Educação em saúde
O setor de Educação em Saúde, do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (Dvea), tem participação ativa no processo, com mais de cem atividades conscientizadoras contra a dengue, apenas em 2019. Neste mesmo ano, estima-se que 20 mil pessoas foram impactadas diretamente através da apresentação de teatro de fantoches, blitz educativas e palestras.
Ampliação da vigilância em saúde
A implementação do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) no Município já foi iniciada. A unidade integrará o órgão em nível nacional. O objetivo principal é fortalecer a capacidade do sistema, para identificação precoce de emergências em saúde pública, e organizar a adoção de respostas adequadas, que reduzam risco à população. O Cievs JF comporá a rede nacional de alerta e resposta, que tem por meta detectar e apoiar intervenção oportuna sobre emergências de saúde pública, visando evitar a propagação internacional de doenças.