Saúde alerta para a importância do Teste da Orelhinha no primeiro mês de vida dos bebês
A Secretaria de Saúde alerta os pais para a importância da realização da Triagem Auditiva Neonatal (Teste da Orelhinha), já que a deficiência auditiva é a doença mais frequente no período neonatal se comparada a outras patologias. “O número de crianças que nascem com alterações auditivas é muito alto – de uma a três para cada mil – enquanto a frequência de alterações nos testes de pezinho, por exemplo, é de um para 10 mil”, explicou o pediatra e chefe do Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente (DSCA), Antônio dos Santos Aguiar.
De acordo com o especialista, o teste da orelhinha deve ser feito no primeiro mês de vida do bebê. O máximo de tempo que se pode aguardar para a realização do teste com eficácia é o terceiro mês. Caso seja identificada perda auditiva, é necessária a realização de testes mais complexos e a efetivação de medidas adequadas para a recuperação do sentido. “A prevenção é essencial neste processo. Além disso, a audição integral é base para o desenvolvimento de uma boa linguagem, sensibilizada desde a vida intrauterina. Ouvir bem é fundamental para o bom desenvolvimento da fala, da linguagem, e consequentemente, para o rendimento escolar da criança no futuro”, complementa Antônio Aguiar.
A Secretaria de Saúde realiza 65% dos testes auditivos em neonatais de Juiz de Fora. Segundo o médico, o teste é simples e indolor. “O teste da orelhinha é realizado por meio da colocação de uma prótese na orelha do bebê, que emite ondas de fraca intensidade e registra o retorno do som do ouvido da criança, com processamento da dinâmica e a integralidade da audição”, explica. Para complementar os trabalhos de prevenção à saúde auditiva dos bebês, nas Unidades de Atenção Primária à Saúde (Uaps), enfermeiros e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) fazem visitas domiciliares para orientar as famílias sobre a importância da realização do teste da orelhinha nos primeiros dias de vida da criança. O exame é realizado no Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente (DSCA), Rua Espírito Santo, 1023, de segunda a quinta-feira, das 8h às 11h e das 13h às 16h30.
Dicas para os pais acompanharem o desenvolvimento auditivo dos filhos:
zero a seis meses – os bebês se assustam e acordam com facilidade ao ouvirem som intenso e reconhecem a voz das pessoas que ficam próximas a eles;
seis a 12 meses – localizam prontamente os sons de seu interesse, balbuciam e reconhecem o seu nome;
12 a 30 meses – inicia o processo de fala das primeiras palavras e até mesmo de frases simples.
*Informações com a Assessoria de Comunicação da Saúde, pelos telefones 3690-7123/7389