Festa das Etnias - Lançamento de livro, feira de comidas típicas e folclore são atrações do fim de semana
A 3ª Festa das Etnias, uma promoção da Prefeitura, através da Funalfa, para divulgar a cultura dos povos que contribuíram com a formação e o desenvolvimento de Juiz de Fora, prossegue no próximo fim de semana, dias 15 e 16, com várias atrações: lançamento de livro, feira de comidas e bebidas típicas e apresentações de grupos folclóricos da cidade e de outros centros. O evento, que este ano tem uma temática única - a culinária -, integra as comemorações do 160º aniversário da cidade.
Livro revela curiosidades culinárias
O livro “De todos os cheiros e sabores que fizeram Juiz de Fora” será lançado pela Funalfa no sábado, dia 15, às 10h, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM, Avenida Getúlio Vargas 200). A obra destaca as principais contribuições culinárias dos povos que vieram para Juiz de Fora e reúne receitas, de portugueses, afrodescendentes, alemães, italianos, sírios e libaneses, que se tornaram apreciadas pelos juizforanos. O livro tem 132 páginas, tiragem de três mil exemplares, projeto gráfico e editoração de Lígia Lacerda e Daniel Rodrigues e será comercializado por R$ 15.
“De todos os cheiros e sabores que fizeram Juiz de Fora” ressalta que os portugueses, por exemplo, nos ensinaram a salgar a carne para preservá-la. E ainda, que, além das sopas, como o caldo verde, e de especiarias como o alecrim e a canela, chegaram aqui trazendo deliciosas receitas de doces que têm como base as gemas - o quindim, a queijadinha, o pastel de Belém. Os afrodescendentes também têm uma presença marcante na cozinha mineira, com pratos como o angu, o frango com quiabo, a farofa, o arroz doce. Os alemães trouxeram para Juiz de Fora várias espécies de plantas, frutas e legumes. Mas, a grande novidade foi o pão alemão e pratos típicos feitos a partir da carne de porco, além de doces como a cuca e a torta de maçã. Os italianos nos ensinaram a preparar massas, com seus molhos e recheios, além da polenta, os risotos, os pães, os panetones caseiros e os embutidos - salames, mortadelas, entre outros. Uma curiosidade que o livro revela é que o imigrante italiano Antônio Bellini foi pioneiro na exploração comercial do Rio Paraibuna e na venda do pescado. Já os libaneses e sírios, que na culinária valorizam os grãos, as frutas, os legumes e as diversas combinações de especiarias, nos deixaram como herança a coalhada, o quibe, o pistache, o mel, a amêndoa, o damasco.
Festa das Etnias terá feira de comidas e bebidas típicas
A feira de comidas e bebidas típicas acontece no sábado e domingo, 15 e 16, das 11h às 20h, na Praça Antônio Carlos. Cinco barracas serão decoradas com cores e elementos característicos de cada povo e irão comercializar delícias típicas da culinária de cada etnia.
Na barraca portuguesa o público poderá apreciar o bacalhau gratinado, a posta de bacalhau com grão de bico e arroz e o bolinho de bacalhau, além do pastel de Belém e da rabanada. A barraca africana vai vender feijão amigo, vaca atolada, canjiquinha e canjica doce. Na barraca alemã, os destaques serão o chucrute, o salsichão, a salada de batata, além do pão alemão. A barraca italiana vai oferecer pizza em quatro sabores, calzone, a palha italiana e o tiramisu. Já os sírios e libaneses vão vender quibe, esfiha, hamus, charuto e quatro tipos de doce. Todas as barracas vão comercializar cerveja, refrigerante e água. Nas barracas portuguesa e italiana também será oferecido o vinho e na africana, a caipirinha.
Grupos folclóricos fazem exibições na Praça Antônio Carlos
Outra atração da 3ª Festa da Etnias nos dias 15 e 16, a partir das 16h, também na Praça Antônio Carlos, paralelo à feira de comidas e bebidas típicas, é a apresentação de grupos folclóricos. O público terá a oportunidade de assistir a grupos de Juiz de Fora e de outras cidades, como Ubá, Rio de Janeiro, Rio Pomba e Pequeri.
No sábado, 15, sobem ao palco: a Cia. de Dança Nanci Rocha, representante da cultura árabe (Ubá, MG); o Grupo de Dança Alemã Edelweiss (Juiz de Fora, MG); o Grupo de Dança Folclórica Italiana Tarantolato (Juiz de Fora, MG), que terá como convidados o grupo da Escola Municipal de Pequeri e um grupo de crianças da APAE de Rio Pomba; o Axé Criança e o Conselho Deliberativo de Capoeira, ambos de Juiz de Fora, para mostrar a cultura afro, e o Rancho Folclórico Lavradeiras de Portugal, da Casa Aldeias de Portugal, do Rio de Janeiro.
No domingo, 16, as apresentações começam com o Rancho Folclórico Lavradeiras de Portugal. Em seguida, fazem exibições o grupo de maculelê da Associação de Capoeira Corpo e Alma e o Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva (Juiz de Fora, MG); o Grupo de Dança Folclórica Italiana Tarantolato, a Escola Municipal de Pequeri e crianças da APAE de Rio Pomba; o Grupo de Dança Alemã Edelweiss e o Grupo Nabak (Juiz de Fora, MG) para mostrar danças típicas da cultura árabe.
A Cia. de Dança Nanci Rocha, criada em Ubá pela bailarina profissional Nanci Rocha para promover a cultura árabe, vai apresentar as danças folclóricas “Said” - ritmo do norte do Egito, “Dança do Pandeiro” - onde a bailarina, ao som forte do pandeiro, marca com precisão o movimento do quadril, do ombro, da cabeça, do joelho e dos pés e “Khaleege” - dança solene praticada em ocasiões importantes. Na categoria dança do ventre mostrará as coreografias “Véu com percussão” - caracterizada pela suavidade e movimento do quadril; dança egípcia moderna e o solo “El Ard”, que mescla vários ritmos. As coreografias são de Nanci Rocha, Samara Gasparoni e Rosa Peres.
O grupo alemão Edelweiss, criado em Juiz de Fora em 1999, vai mostrar, entre outras, as danças “Schwäbische Tanzfolge”, “Finsk Schottis” e “Hammer-schmiedsgselln”, coreografadas por Jussara Maciel.
A colônia italiana será representada pelo Tarantolato, pelo grupo de dança da Escola Municipal de Pequeri e por crianças da APAE de Rio Pomba. O Tarantolato, único grupo de dança folclórica italiana de Minas Gerais, surgiu em Juiz de Fora, em 2000. Com dez casais de dançarinos, usa traje típico da região da Calábria, já que a maioria dos italianos que vive na cidade é dessa região. Entre as danças típicas que vão apresentar estão a tarantela napolitana e a calabresa, a mazurca, o ballo della fagona, o salterello e o Funiculi, Funiculà.
Os afrodescentes vão mostrar suas características folclóricas através do Axé Criança, de capoeiristas do Conselho Deliberativo da Capoeira, do grupo de maculelê da Associação de Capoeira Corpo e Alma e do Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva. O Batuque vai cantar, entre outras, as músicas “Escravidão e liberdade”, de Nelson Silva, “Lamaçal” - antigo nome do Bairro Bom Pastor, do folclore de Juiz de Fora e “Canta Brasil”, de Davi Nasser e Alcyr Pires Vermelho, com arranjo do maestro Ruy Parrot.
O Rancho Folclórico Lavradeiras de Portugal, criado em 1966, no Rio de Janeiro, pela Casa Aldeias de Portugal, reúne filhos e netos de portugueses para promover a cultura lusitana. O grupo se apresenta com música ao vivo, dança e canta músicas que representam o folclore da Região do Minho - norte de Portugal. Entre os instrumentos que utilizam estão sanfonas, bombo, ferrinhos, violão e cavaquinho. Os trajes dos integrantes são autênticos, confeccionados em Portugal. O repertório que vai mostrar inclui o arrastadinho, o vira galego, o vira da palmeira, a chula nova, a gota minhota, o ramalhinho, entre outras.
O grupo Nabak, que pertence ao Clube Sírio e Libanês de Juiz de Fora, vai apresentar quatro números de dança. São elas: a dança da espada - que faz alusão à chegada de guerreiros da vitória da guerra; a dança do pandeiro - onde esse instrumento é tocado pela bailarina enquanto ela dança; a dança da bengala - inspirada em uma região do alto Egito e a dança das flores, que representa a colheita das camponesas.
*Informações com a Assessoria de Comunicação da Funalfa, pelo telefone 3690-7044.