

A Agência de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon/JF) solicitou à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) a adoção de medidas emergenciais para aliviar a situação financeira das pessoas atingidas pela recente tragédia climática em Juiz de Fora. Entre as propostas estão a suspensão temporária do pagamento de financiamentos e empréstimos, a pausa na cobrança de faturas de cartão de crédito e a interrupção da negativação de consumidores afetados pela enchente.
O pedido foi formalizado por meio de ofício protocolado nesta sexta-feira, 6. O documento também sugere a prorrogação de contratos habitacionais e de veículos, a isenção temporária de tarifas bancárias e anuidades de cartões, além da oferta de linhas especiais de crédito com juros reduzidos para apoiar a reconstrução das famílias atingidas.
Segundo a superintendente do Procon, Tainah Marrazzo, a iniciativa busca garantir que os consumidores não sejam penalizados financeiramente por uma situação de calamidade. “Não podemos tratar como mera inadimplência o que é, na verdade, consequência direta de uma tragédia. As famílias precisam de tempo para respirar, se reorganizar e reconstruir suas vidas”, afirmou.
O órgão destaca que a proposta se inspira em medidas semelhantes adotadas pelo sistema financeiro durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, quando houve articulação para suspensão de cobranças, pausa na negativação e oferta de crédito emergencial para a população afetada.
Além de estabelecer uma atuação conjunta entre poder público e setor financeiro para minimizar os impactos da tragédia na vida dos consumidores, o ofício também reconhece o papel das instituições financeiras na recuperação econômica da cidade e destaca a importância de uma resposta rápida e desburocratizada neste momento.