

O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Nordeste Grama promoveu, na quarta-feira, 22, uma roda de conversa com famílias inseridas no Programa Bolsa Família e atendidas pela unidade que tiveram bloqueios ou suspensão do benefício em razão do não cumprimento de condicionalidades, como frequência escolar de crianças e adolescentes, acompanhamento de saúde e atualização cadastral junto à assistência social.
A atividade foi conduzida pelas técnicas do Cras Dayana Antão e Rosana Silva, e pela assistente social da Supervisão de Mediação e Atenção ao Educando (SMAE) da Secretaria de Educação (SE), Pâmela Soares. O encontro teve como foco o fortalecimento da função protetiva das famílias e o enfrentamento da evasão escolar.
Durante a conversa, foram abordados temas como os desafios relacionados à permanência de crianças e adolescentes na escola, os impactos das questões de saúde sobre a frequência escolar e a importância da rede de apoio e da atuação integrada entre as Secretarias de Assistência Social e de Educação para a mediação de conflitos familiares e o enfrentamento das vulnerabilidades sociais.
De acordo com as técnicas do Cras, Dayana Antão e Rosana Silva, atividades como essa integram o trabalho social desenvolvido com as famílias beneficiárias. “O acompanhamento das famílias do Programa Bolsa Família garante que elas acessem, com equidade, os serviços e programas das políticas de saúde, educação e assistência social, especialmente voltados a crianças, adolescentes, mulheres e gestantes”, destacam. “A continuidade das ações de acompanhamento e a mobilização das famílias, em articulação com as redes de saúde e educação, fortalecem as condicionalidades e a atenção integral ao núcleo familiar”, complementam.
O Programa Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do Brasil, reconhecido internacionalmente por já ter retirado milhões de famílias da fome. Além do benefício financeiro, o programa busca promover dignidade e cidadania por meio de ações complementares articuladas com políticas públicas de saúde, educação, esporte, ciência e trabalho, voltadas à superação da pobreza e à transformação social.
Para participar, a principal regra é que a renda por pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês. É necessário estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), com dados atualizados — cadastramento que pode ser feito nos postos de atendimento da assistência social, como os Cras, mediante apresentação de documento oficial com foto e CPF.