

Nesta quarta-feira, 1º, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (Sedupp) de Juiz de Fora participou do painel “Por que coletar dados importa para cidades inclusivas?”, parte do Circuito Urbano, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU). O evento, realizado de forma virtual, destacou como o trabalho com dados municipais contribui para políticas urbanas mais igualitárias e eficientes.
A secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular, Cidinha Louzada, apresentou as experiências da cidade ao lado da assessora especial da pasta, Júlia Daibert. “Como gestora pública, é fundamental enxergar e transformar os dados coletados e analisados em políticas públicas”, afirmou Cidinha.
Entre os exemplos apresentados, a Defesa Civil se destacou pela reestruturação completa, atuando de forma preventiva com o apoio de tecnologia e inteligência artificial. O mapeamento atualizado de áreas de risco, o monitoramento automatizado de córregos e a modernização das operações tornaram Juiz de Fora referência nacional em gestão de riscos e desastres.
No Gabinete de Ação e Diálogo Comunitário, a centralização das demandas de zeladoria permite integração em tempo real entre diferentes setores, garantindo respostas mais rápidas e estratégicas. Desde sua criação, que começou com um trabalho quase manual, até o uso atual de inteligência artificial e salas de videomonitoramento, os dados coletados ajudaram a planejar melhor as ações e priorizar demandas da população.
O projeto Colorindo o Habitar, que transformou o bairro Alto Esplanada, uniu arte e infraestrutura com a participação ativa da comunidade. Os moradores ajudaram a definir o desenho das intervenções e até os nomes das ruas e becos. A iniciativa não apenas renovou a paisagem urbana, mas também fortaleceu o comércio local, gerou novas oportunidades e criou um novo cartão-postal para Juiz de Fora, consolidando o bairro como referência cultural.
No atendimento direto ao cidadão, o Departamento de Informação Geral e Atendimento (Diga) ampliou a oferta de serviços, descentralizou unidades e trouxe mais proximidade da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) com a população. Com atendimento presencial, por WhatsApp, telefone e Prefeitura Ágil, o Diga é um exemplo de inovação que combina tecnologia com serviço humanizado.
Cidinha Louzada reforçou ainda a relevância de uma gestão liderada por uma mulher e a importância da participação popular em cada etapa. “A partir dos dados, as políticas públicas se tornam mais concretas e inclusivas. E ouvir a comunidade é parte essencial desse processo”, destacou.
O painel completo está disponível no canal Circuito Urbano no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=IxteAxUzwz8