“Corredor Cultural” - Mostra destaca fotos e cinejornais da Carriço Film
A obra de um dos pioneiros do cinema brasileiro, o juiz-forano João Carriço, será destaque na programação do “Corredor Cultural 2019”, por meio da mostra “Carriço Film: Tudo Vê, Tudo Sabe, Tudo Informa”. Reunindo 35 fotos do acervo da família Carriço e da coleção do Museu “Mariano Procópio”, a exposição ocupará o Saguão Central da Reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), no Campus Universitário (Cidade Alta), entre os dias 24 e 31. A visitação é gratuita, de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas, e aos sábados, das 8 às 12 horas.
Para o dia 29, quarta-feira, está programada exibição especial dos cinejornais produzidos pela Carriço Film, às 19 horas, no anfiteatro do Instituto de Ciências Humanas (ICH), na UFJF, com debate após a sessão. A atividade também terá entrada franca. Entre as imagens selecionadas estão corridas de bicicleta e de carro no Centro de Juiz de Fora, a visita de Getúlio Vargas à Fazenda São Mateus e o carnaval da cidade.
Produzida pela Divisão de Memória da Fundação Cultural “Alfredo Ferreira Lage” (Funalfa), em parceria com a UFJF - Pró-Reitoria de Cultura, Programa de Pós-graduação em História e Laboratório de História Política e Social -, a ação tem como objetivo divulgar o importante trabalho da Carriço Film, que desenvolveu produção cinejornalística e documental ininterrupta de 1933 a 1956.
Antes de produzir conteúdo próprio, João Carriço era exibidor de cinema. Em 1906 apresentou sua primeira fita, através do animatógrafo, em um salão de barbearia. Em 1927 montou o Cine-Theatro Popular, inaugurado com o filme "A Inspiração Perdida". O espaço oferecia, além de fitas de grande sucesso, com programação atualizada, atrações de palco, como espetáculos teatrais e performances de trupes circenses.
Carriço passou de exibidor a produtor de cinema em 1933, quando fundou a Carriço Film, que documentava os principais fatos de Juiz de Fora e, posteriormente, de Minas, através de importantes cinejornais, até 1956. Ele morreu em 1959, mas o Cine-Theatro Popular sobreviveu, sob a direção de seu filho, Manoel, até 1966.
Parte do acervo de João Carriço foi doada à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), ficando os cinejornais sob guarda da Divisão de Memória da Funalfa. O material está disponível para consulta de pesquisadores, estudantes e demais interessados nas áreas de cinema, patrimônio e memória.
Foto: Acervo Mapro/Reprodução Gil Velloso
* Informações com a Assessoria de Comunicação da Funalfa – 3690-7044.