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5-
Instrumentos do Plano Diretor
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(continuação)
5.1.3.1
Revitalização da Área Central
A Área Central é objeto de um Programa Especial em
função da sua importância econômica, cultural,
social e urbanística, como já foi descrito no item
3.3 deste volume. Esta vitalidade se reflete diretamente no papel
de congregação e atração da população
às múltiplas atividades e serviços que oferece
e que estão ameaçadas, em parte, pela tendência
de implantação de shopping centers e outros grandes
equipamentos (Hipermercado Carrefour) em outros locais e pela conseqüência
dos avanços tecnológicos na área de informatização,
como é o caso do setor financeiro, que vem prestando serviços
sem a presença do cliente na agência. Outro aspecto
peculiar é o conflito crescente entre o tráfego veicular
e o trânsito de pedestres, que demonstram claramente a saturação
da Área Central e que estimulam a procura de novas alternativas
para o trânsito e o transporte. Não pode ser ignorado,
também, o seu significado cultural, com um acervo de relevante
valor histórico.
Nesse sentido, algumas ações já estão
sendo implementadas através do Projeto Cidade Humana
Centro. Trata-se, na verdade, de uma série de projetos que
visam a reestruturação e revitalização
do centro dentro da idéia de valorização dos
espaços públicos, tais como ruas, praças e
calçadões, privilegiando ao máximo o pedestre
e propondo uma melhoria na qualidade da relação homem/cidade
através da humanização do espaço construído.
Em função da extensão da área de abrangência
do projeto e das características e necessidades específicas
encontradas em diferentes trechos, foram criados três setores,
cada um exigindo diferentes tipos de intervenção (Mapa
19).
No Setor 1, que comporta o chamado triângulo menor,
onde estão mais concentradas as atividades e que, por isso
mesmo, apresenta maior verticalização nas construções,
tem sido atendido no decorrer dos anos através de ações
pontuais sem uma visão global do problema.
Para inverter este quadro, propõe-se um trabalho de desenho
urbano com o tratamento dos espaços públicos no sentido
da valorização das pessoas e sua convivência
e atendendo a quesitos como: adequação, padronização
e reorganização do mobiliário urbano; redimensionamento
das áreas de circulação e desenho dos pisos;
normatização da publicidade e letreiros; adequação
de espaços para manifestações artísticas
e culturais; valorização do patrimônio histórico
arquitetônico e urbanístico.
No Setor 2, que compreende a área entre as Av. Getúlio
Vargas e Francisco Bernardino, conhecida como parte baixa,
as intervenções buscam sua revitalização
pois a área apresenta sinais de estagnação.
Por outro lado, esta situação fez com que ainda se
mantenha em razoável grau de conservação o
que resta o conjunto arquitetônico do início do século,
de características ecléticas, como o conjunto construído
da Praça da Estação. Propõe-se então
medidas para promover a restauração e reciclagem dessas
edificações além da criação de
praças e espaços de convivência e lazer.
O Setor 3, caracterizado por grandes áreas confinadas entre
a linha férrea e o rio Paraibuna, corresponde ao trecho 2
do projeto Eixo do Paraibuna (item 5.1.3.2) e as medidas preconizadas
para a área estão estabelecidas naquele item. Este
trecho, por sua importância estratégica, articula os
dois projetos.
5.1.3.1
Eixo Paraibuna
Embora o vale do Rio Paraibuna cumpra o papel de estruturador original
da ocupação urbana, consagrada com a implantação
histórica do Caminho Novo e da rede rodo-ferroviária
que o acompanha, após as implantações dos distritos
industriais e da BR-040 iniciou-se um processo de esvaziamento da
ocupação e de desintegração de sua linearidade.
A ocupação remanescente não condiz com seu
significado físico, urbano e sócio-econômico,
relegando este segmento.
O projeto Eixo Paraibuna, pretende recuperar este seu
significado, estabelecendo diretrizes orientadoras das ocupações
futuras, que farão do vale do Rio o complemento natural do
pólo central, resgatando sua estrutura articuladora do desenvolvimento
da cidade. Para tanto, várias providências deverão
ser tomadas em sincronia com a implantação gradual
da proposta.
A primeira se refere à recuperação da qualidade
das águas do Rio, mediante a implantação das
metas definidas pelo CEIVAP e pelo Plano Diretor de Esgotamento
Sanitário (1986) ou de novas diretrizes e alternativas, somadas
à recomposição e tratamento paisagístico
das margens.
Algumas medidas já começaram a ser implantadas através
do Programa Paraibuna Te Quero Vivo que pretende desenvolver
ações no sentido da despoluição do rio
e da urbanização das suas margens.
A segunda tem relação com a desejável integração
do projeto Eixo Paraibuna com os outros projetos a ele
vinculados, como o Parque Linear, Via Remonta
e, fundamentalmente, com as intervenções a serem realizadas
na Área Central.
A remodelação do Eixo num segmento de aproximadamente
15 km, que se estende desde o Bairro Poço Rico até
Benfica, em largura variável, está condicionada às
interferências geomorfológicas e aos assentamentos
existentes. Este trecho está configurado pelo espelho do
Rio e suas margens, a ferrovia e a Av. Brasil, complementado pelo
Acesso Norte.
Um elemento a ser considerado na implantação do Projeto
se refere à Mata do Krambeck, cuja conformação
e posição estratégica exigem sua preservação
e valorização na inserção urbana.
Outras diretrizes básicas que deverão ser obedecidas
como termos de referência na concepção dos projetos
a serem implantados são:
- reformulação do sistema viário longitudinal
e das transposições da ferrovia e do Rio, de acordo
com o Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU);
- promoção de usos múltiplos nas faixas aedificandi,
além aplicação de instrumentos de intervenção
urbana que favoreçam a renovação urbana
tais como as Operações Interligadas e a Transferência
do Direito de Construir (item 5.2);
- os modelos construtivos propostos deverão permitir a transparência
visual dos atributos do Rio através de baixas taxas de ocupação
e estímulo à edificação verticalizada;
Longitudinalmente, observa-se que o segmento à margem esquerda
apresenta, em geral, menor dimensão e menor volumetria, em
contraposição à margem direita, mais ocupada.
No sentido transversal há uma desarticulação
dos eixos viários, em sua porção sudeste.
Os estudos do Eixo Paraibuna demonstraram a existência
de trechos diferenciados, sendo destacados, de sudeste para noroeste,
seus distintos aspectos (Figura
1):
- Trecho 1 - Poço Rico / Rua Halfeld
Região caracterizada pela convivência de usos habitacional
e prestação de serviços e existência
de áreas institucionais (Campo da RFFSA e Clube Tupinambás),
ao longo da Av. Brasil. Recomenda-se um Tipo de Ocupação
que permita um maior adensamento e volumetria bem como um incentivo
à associação natural de usos.
- Trecho 2 - Rua Halfeld / Praça Agassis
Certamente, esta é a mais valorizada área do Eixo;
considerada extensão física natural do Centro. Constitui-se
de trecho estratégico para fins de renovação
urbana, mas seu grande potencial de adensamento deve ser estudado
com cautela, pois, pretende-se obter uma paisagem urbana distinta
da densa massa presente na Área Central. Para garantir a
preservação das condições de ventilação,
iluminação e permeabilidade. Recomenda-se a utilização
de baixas taxas de ocupação e estímulo à
edificação verticalizada.
- Trecho 3 - Praça Agassis / Corredor da Av. Rui Barbosa
Área de influência do complexo arquitetônico-paisagístico
do Museu Mariano Procópio. Sua ocupação é
antiga, horizontal e, embora mista, predominantemente habitacional.
Deve-se procurar manter os aspectos territoriais e volumétricos
existentes neste trecho.
- Trecho 4 - Corredor da Av. Rui Barbosa/ Corredor da Rua Tereza
Cristina
Este pequeno trecho apresenta ocupação essencialmente
habitacional. Porém o trecho deve ser objeto de estudo diferenciado
que viabilize as intervenções viárias previstas.
- Trecho 5 - Corredor da Rua Tereza Cristina / Rodoviária
Configura-se uma área de transição do contexto
de bairro para o conjunto de grandes equipamentos comerciais, horizontalizados,
numa região estratégica em relação ao
sistema viário, com possibilidade de verticalização.
Deve-se procurar implantar um Tipo de Ocupação que
permita a expansão de sua vocação industrial.
- Trecho 6 - Rodoviária / Trevo do Rotary
Situada em frente à Mata do Krambeck. Sua ocupação
é caracterizada pela convivência de grandes equipamentos
comerciais e residências em lotes e prédios pequenos.
Trata-se de uma região propícia ao adensamento e à
verticalização.
- Trecho 7 - Trevo Rotary / Benfica
Último trecho da várzea, com ocupação
predominantemente habitacional, ao lado de extensas áreas
institucionais (IMBEL, 4º GAC, Colégio Militar). Situa-se
em frente ao grande vazio urbano, na margem esquerda do Rio, que
ensejou a proposição de um Parque Linear (item 5.1.3.3).
Neste trecho é indicada uma ocupação mista.
5.1.3.3
Parque Linear da Remonta
O Parque
Linear faz parte das diretrizes propostas para o reordenamento urbano,
associado ao Projeto Eixo Paraibuna, contribuindo para suprir a
carência de áreas públicas destinadas ao lazer.
Observando a distribuição das áreas verdes
dentro da mancha urbana, percebe-se sua extensão inadequada
junto à malha viária e seu déficit em áreas
públicas e de lazer ativo.
O projeto do Parque Linear visa suprir parte destas deficiências
sem prejuízo da função de articuladores espaciais
e de molduras paisagísticas.
Localizado na margem esquerda do rio Paraibuna, no trecho compreendido
entre Benfica e Barbosa Lage, o complexo do Parque Linear se desenvolverá
numa área non aedificandi de largura variável
dentro de uma faixa de até 120 m de largura (Figura
1).
É importante destacar que o complexo proposto, além
da promoção de um grande espaço de lazer, induzirá
a expansão da mancha urbana para uma área contígua
de características favoráveis ao assentamento, que
hoje se constitui na Região Urbana Remonta e que provoca
uma descontinuidade no crescimento da cidade. A proposta dos parques
constitui-se na última possibilidade de se implantar, no
Município, um complexo urbano-paisagístico de grandes
dimensões, ao longo do rio Paraibuna, de localização
estratégica para a população, que reuna os
novos conceitos de ambiência, lazer e circulação
viária.
A ligação viária, que se incorporará
à faixa do Parque, representa a estruturação
da margem esquerda do rio, interligação com a Via
Remonta, devendo ser dotada de pista dupla e ciclovia.
O programa específico deste complexo será detalhado
no projeto definitivo, que basicamente deverá contemplar:
- arranjo
paisagístico;
- arquitetura dos espaços de lazer ativo e contemplativo,
tais como passeios e percursos induzidos;
- equipamentos esportivos como quadras, pistas e serviços
;
- praças de alimentação;
- espaços para espetáculos com equipamentos e serviços
específicos;
- equipamentos de manutenção, controle e fiscalização.
Na
execução serão considerados:
- relevo
e condições geotécnicas;
- interferências com assentamentos preexistentes;
- transposições e interligações viárias
com a estrutura existente e a projetada.
Após
implantado e integrado à mata do Krambeck e à Via
Remonta, esse projeto se constituirá numa área estratégica
e preferencial, tanto para o Setor Noroeste quanto para todo o município,
considerados os seus aspectos ambientais, paisagísticos,
de lazer e esporte.
5.1.3.4
Parque São Pedro
O Parque
São Pedro faz parte de um conjunto de propostas que visam
o ordenamento do crescimento da Região de Planejamento de
São Pedro.
Seguindo a idéia de se tentar suprir a carência de
áreas públicas de lazer que a cidade apresenta, seu
objetivo principal, no entanto, é a preservação
da represa de São Pedro através da urbanização
e do tratamento paisagístico de toda a sua orla.
A implantação da Via São Pedro (item 5.1.3.9)
e da Via Coletora da BR-040 (item 5.1.3.7) aliadas ao crescimento
que se pretende àquela região fazem do parque São
Pedro um importante complexo de lazer de grande potencial paisagístico
que contribuirá para uma mudança nos padrões
de qualidade urbana da cidade.
Seus limites serão delimitados pelo triângulo formado
pela Ligação São Pedro/BR-040, Av. Senhor dos
Passos e pela própria BR-040 (Figura
02).
5.1.3.5 Via Interbairros
A análise
das características das Regiões de Planejamento de
São Pedro, Santa Cândida e Benfica (item 3.3), serviu
de base para conceituar a via proposta. Os estudos realizados mostraram
que estas regiões apresentam carências e deficiências
nos seus sistemas viários de interligação que
se refletem praticamente em boa parte da circulação
da cidade, especialmente na Área Central.
A RP São Pedro, onde se encontra a chamada Cidade Alta,
concentra pólos geradores de tráfego, representados
por equipamentos de grande porte (UFJF, Aeroporto e Estádio
Municipal), abrigando, ainda, áreas de interesse cultural,
paisagístico e ambiental (morro do Imperador, parque da Lajinha,
reserva Biológica de Santa Cândida, fazenda São
Judas Tadeu e represa de São Pedro). A RP Benfica, de ocupação
mais antiga, centrada no bairro de mesmo nome, vem sofrendo um processo
de expansão contínua, estimulada ao longo dos anos
por investimentos públicos que dotaram a região de
boa infra-estrutura (água, energia elétrica, rede
de telecomunicações e gás natural), para atração
de grandes indústrias. A fábrica Mercedes-Benz e as
empresas direta e indiretamente envolvidas na sua instalação
confirmaram o caráter industrial do extremo norte deste setor,
estabelecendo, também sobre os demais setores, uma atratividade
em função da expectativa de emprego. A RP Santa Cândida
constitui-se do grande vazio urbano entre as RPs de São Pedro
e Benfica cujo potencial de crescimento é grande e as condições
para assentamento extremamente favoráveis.
A proposta da Via Interbairros contribui para a solução
de algumas questões já estabelecidas, mas que irão
se avolumar em decorrência de eventos que venham a se tornar
realidade:
- necessidade
de deslocamentos entre as RPs e entre bairros da mesma RP;
- incorporação de espaços vazios à malha
urbana;
- conexão entre áreas vizinhas;
- busca de integração física, socio-cultural,
econômica e política dos bairros;
- redução da pressão na Área Central
(principalmente na Av. Independência e Av. Rio Branco) e Rua
João Pinheiro, através do deslocamento do tráfego
nos sentidos sul-noroeste-sul e oeste-noroeste-oeste;
O traçado
da via, ao contrário do que aparenta numa primeira vista,
caracteriza-se por apresentar uma sinuosidade e heterogeneidade,
fruto de diferentes condições topográficas
e de uso/ocupação do solo, ao longo de seu traçado.
Com o auxílio das aerofotos de 1983, escala 1:10.000 da Embrafoto,
e de observações in loco, procurou-se retificar os
traçados já existentes de estradas vicinais, e nos
trechos in natura foi considerada a menor distância entre
os bairros, em regiões que implicarão menores volumes
de terraplenagem e obras-de-arte especiais a se executar, buscando
também passar por áreas ainda não ocupadas,
abrindo-as para adensamento, lançando uma diretriz que deverá
ser confirmada com a elaboração do projeto final de
engenharia (Figuras 3a,
3b, 3c,
3d, 3e,
3f e 3g).
O traçado da Via Interbairros inicia-se no cruzamento da
Rua Álvaro José Rodrigues com Rua U, no
loteamento Aeroporto, em direção ao curso dágua
oriundo do pequeno lago em frente ao Estádio Municipal. Quando
encontra este pequeno córrego, segue margeando-o, cruza o
final da Av. Presidente Costa e Silva e continua até encontrar
o Córrego São Pedro, próximo ao Campo de Futebol
do Clube Guaporé. Nesse ponto, segue em direção
à Rua José Lourenço, confundindo-se com um
pequeno trecho desta e com o final da Av. Senhor dos Passos, em
direção ao Kartódromo, segue a estrada existente,
que contorna o talude do Kartódromo e a Fazenda São
Judas Tadeu. Quase nos limites desta fazenda, a Via toma a direção
do Bairro Carlos Chagas, passando à montante deste. Neste
trecho está prevista passagem inferior à Via (uma
das obras-de-arte especiais do projeto que permitirá a continuidade
do acesso existente até à fazenda). Do Bairro Carlos
Chagas, já no Setor Noroeste, passa entre os loteamentos
Milho Branco e Encosta do Sol, aproveitando parte de vias construídas
neste último, e segue no sentido do córrego Humaitá.
Quando encontra este curso dágua segue margeando-o,
no sentido da sua nascente e continua utilizando o leito da antiga
estrada de Humaitá (hoje Estrada Vereador Raimundo Hargreaves).
A proposta, neste trecho, incorpora áreas inseridas em grandes
vazios urbanos com bom potencial de adensamento, que estão
delineadas no mapa de zoneamento, através de propostas de
parcelamento e de uso e ocupação do solo. Continuando,
a Via deixa a estrada de Humaitá, em direção
à BR-267. A transposição desta estrada se faz
próxima à área da Fábrica de Cobertores
São Vicente, com a construção de uma obra-de-arte,
seguindo em direção à Santa Cruz. Neste bairro
propõe-se estabelecer um binário com a Av. Dr. Simeão
de Faria, na margem direita do córrego Santa Cruz, contribuindo
sobremaneira para a solução viária local. A
partir da Av. Dr. Simeão de Faria, segue em direção
a Benfica através da Rua A (Loteamento São Francisco
de Paula) e encontra no ponto alto a Rua João Lourenço
Marcelino, interligando-a à Rua Evaristo da Veiga.
Faz parte da proposta a ligação da Via, em vários
pontos, com o sistema viário existente, proporcionando a
integração que ela objetiva, em especial com a Av.
Juscelino Kubitschek.
Atualmente o DER-MG vem desenvolvendo projeto de duplicação
da Av. Deusdedith Salgado, num trecho entre a BR-040 e o parque
da Lajinha. Esta via duplicada, em conjunto com a Av. Guadalajara,
já em pista dupla, e ainda a Av. Vereador Jair Nascimento
se interligam diretamente com a Via Interbairros. A continuidade
das vias possibilitará a absorção do tráfego
da BR-040, descongestionando o tráfego na Área Central
e principalmente o restante da Av. Deusdedith Salgado e as Avenidas
Paulo Japyassu Coelho e Independência.
Com o prolongamento da Av. Ibitiguaia até próximo
ao parque da Lajinha (item 5.1.3.11) será possível,
também, através da Via Interbairros, a interligação
Sul/Oeste/Noroeste, independente das vias saturadas do Centro.
5.1.3.6
Via Remonta
A implantação
da Via Remonta, ligação viária dos Bairros
Grama e Granjas Bethânea com Barbosa Lage (MG-353 até
o Acesso Norte), constitui um projeto de fundamental importância
para o desenvolvimento urbano e para a disciplina do trânsito
na cidade.
A proposta tem um caráter estrutural, pois atende simultaneamente
a vários objetivos, como:
- facilitar
o acesso à BR-267/BR-040, especialmente dos veículos
pesados, provenientes da Zona da Mata (principalmente dos municípios
de Viçosa, Rio Pomba, Ubá e Rio Novo), que atualmente
passam pelo Setor Centro da cidade, em direção ao
sul de Minas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro;
- oferecer uma alternativa para os veículos que, partindo
dos bairros Granjas Bethânea, Grama e adjacentes, queiram
atingir os Setores Norte e Noroeste do Perímetro Urbano;
- contribuir para aliviar congestionamentos no Setor Centro e amenizar
a poluição do ar nas áreas urbanizadas;
- assumir papel de indutor de ocupação em áreas
favoráveis, ao longo de seu traçado, dentro de um
contexto de média densidade;
Durante
os estudos iniciais da Via Remonta, que visa, procurou-se evitar
um traçado próximo à bacia hidrográfica
da represa Dr. João Penido, pelas pressões indesejáveis
(adensamento, poluição e desmatamento) que uma obra
desta natureza pode causar. Com o auxílio das aerofotos de
1983 estudou-se o aproveitamento dos traçados já existentes
de estradas vicinais, buscando retificá-las, evitando tanto
os grandes volumes de terraplenagem e de obras-de-arte especiais,
quanto uma grande segmentação da área militar
que ocupa grande parte da região (Figuras
4a, 4b,
4c, 4d
e 4e).
O traçado da Via Remonta inicia-se, então, no Bairro
Barbosa Lage, pela estrada que dá acesso à ASE (Associação
dos Sargentos do Exército), onde faz conexão com o
Acesso Norte. Daí, segue no sentido nordeste, passando pela
área da Remonta. Antes de atingir a MG-353, a Via se bifurca:
um ramo continua no mesmo sentido até atingir a rodovia,
completando a ligação com o Bairro Granjas Bethânea
e adjacentes; o outro ramo segue paralelo à rodovia MG-353
até se conectar com ela na altura do Hospital Dr. João
Penido, cumprindo a função de atenuar as pressões
sobre o Bairro Grama, sobrecarregado pelo tráfego dessa estrada.
CONTINUA
VOLTA
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