3. Análise Física e Sócio-Econômica

(continuação)

3.3.6 Região de Planejamento (RP) Santa Luzia


Estruturação Espacial

Situada entre a área consolidada da RP Centro e o limite sul do Município, divisa com Matias Barbosa, a RP Santa Luzia compreende uma extensão territorial estruturada de forma diferenciada (Mapa 09).

A infra-estrutura viária não chega a ser articulada por alguma das vias tronco-ordenadoras do sistema, dada a ruptura ou desarticulação com os eixos Av. Rio Branco e Av. Deusdedith Salgado (após Av. Independência). Essa descontinuidade viária, somada a um processo de consolidação, provoca, também, uma desintegração tipológica, fazendo da RP Santa Luzia uma região com padrão de ocupação inferior à sua vizinha, a RP Centro. Assim, as áreas mais próximas ao Centro apresentam uma ocupação mais adensada, que vai se tornando menos compacta à medida que avança para os limites municipais, até se transformar, ao longo destes, numa faixa de vazios urbanos, no bairro Graminha. As densidades demográficas avalizam a forma de ocupação, pois a baixa densidade bruta (15,23 hab./ha) converte-se em alta densidade líquida (42,77), acima da média da cidade, que é de 38 hab./ha. As concentrações populacionais mais substanciais, situam-se em Santa Luzia e Ipiranga, que se encontram em notória continuidade territorial com Santa Cecília, Mundo Novo, Alto dos Passos e Boa Vista, pertencentes à RP Centro.

No seu arranjo espacial, identificam-se dois segmentos distintos: o Bairro Graminha, cujo território representa quase dois terços da área, e o conjunto dos demais bairros. O primeiro apresenta um tecido mais esgarçado, onde a faixa limítrofe das RPs Centro e Lourdes configura um conjunto mais compactado, dentro da malha urbana rarefeita deste segmento. O segundo, formado por Ipiranga, Santa Luzia, Cruzeiro do Sul e São Geraldo, comporta-se como típica área periférica central, cuja substância pouco difere das áreas da RP Linhares e parte da RP Grama, mostrando continuidade territorial entre ambas, que representam, praticamente, um cinturão em torno da RP Centro. A concentração nestas áreas vai se rarefazendo, à medida que se afasta do Centro, até configurar São Geraldo como típica de fronteira urbana.

Nessas condições, a RP abriga 7,61% da população total do Município, ou seja, 28.899 habitantes (IBGE/1991), dos quais 89,4% estão concentrados nos bairros Santa Luzia e Ipiranga.


Atividades Econômicas

A atividade econômica, no contexto da cidade, não tem tido grande representatividade. Contudo, Graminha e Santa Luzia fogem à característica geral. Como um todo, indústria/comércio/ serviços são responsáveis por 24,4% do consumo de energia; entretanto, os bairros mencionados têm uma participação de 81,24% no consumo total dessas atividades, sendo que o Bairro Graminha se sobressai quanto ao consumo industrial, enquanto Santa Luzia, denotando a importância das atividades econômicas, é qualificada como região comercial, onde despontam nas proximidades da Av. Santa Luzia com Rua Ibitiguaia. Graminha, pelo elevado consumo industrial de energia, na RP, adquire um caráter relativo de área industrializada, dada a presença de duas indústrias de porte médio. A implantação recente do hipermercado Carrefour deverá, certamente, alterar esses números e transformar a parte do bairro próximo à Av. Rio Branco e o Bairro Cruzeiro do Sul, que se situa bem junto ao hipermercado.


Infra-Estrutura

Os acessos internos principais são Av. Rio Branco (Graminha e Cruzeiro do Sul), Estrada União e Indústria e Rua Dom Silvério/Av. Ibitiguaia (Santa Luzia), sendo esta uma via estreita e íngreme, sendo a característica geral do sistema, agravado, em muitos locais, pela ausência de passeios.

A infra-estrutura básica apresenta-se, assim, bastante deficiente, devido à altitude e ao fato de ser “ponta de linha” para fornecimento d’água, com o agravante de ser, também, uma região bem adensada e distante dos mananciais. Alguns bairros têm índices de abastecimento inferiores a 50% (Graminha e São Geraldo). É feito um rodízio no abastecimento de água na região, que sofre com a falta do serviço na época de estiagem.

O esgoto sanitário, que é todo lançado no Ribeirão Ipiranga, tem índices baixos de
atendimento em alguns bairros, principalmente em São Geraldo.

De um modo geral, a coleta de lixo tem índices inferiores a 90% em Santa Luzia e Cruzeiro do Sul, sendo o mais baixo em Graminha, com 33,5%. Uma parte do lixo não coletado é lançado nos cursos d’água.


Uso e Ocupação do Solo

O Bairro Graminha constitui uma área de granjas, ocupada por população de renda elevada, com uso residencial e utilização acentuada nos fins de semana. Contudo, a faixa situada ao longo dos limites com as RPs Centro e Lourdes, apresenta uma área com padrões que diferem deste granjeamento, caracterizando-se por lotes de pequenas dimensões e assentamento horizontalizado, de residências unifamiliares. Quanto ao Bairro São Geraldo, o uso residencial é predominante; contudo, existem áreas desocupadas, com incidência de granjeamentos e pequenos sítios em direção ao limite do Município. Em contraponto à carência de infra-estrutura, as condições topográficas favorecem sua ocupação, o que implica a necessidade urgente da definição de diretrizes, antes que a região seja ainda mais prejudicada por ocupações irregulares e/ou subnormais, ou que novos adensamentos criem uma demanda ainda maior de infra-estruturação.

Condições Sociais

A população de baixa renda é amplamente majoritária, apresentando um rendimento médio de 1,86 salários mínimos, sendo que 68,5% dos chefes de família têm rendimento até 2 salários mínimos. Em termos dos padrões sócio-econômicos apresenta dois conjuntos: um deles formado pelos bairros Santa Luzia, Cruzeiro do Sul, Graminha e outro pelos bairros São Geraldo e Ipiranga. Esta RP abriga muitos moradores que são servidores municipais, enquanto outros se distribuem tanto no mercado formal como no informal.

Foram detectadas 06 áreas de ocupação subnormal. A população carente é estimada em cerca de 1.400 pessoas - ou seja, em torno de 4,8% da população total da RP – assim distribuídas: duas áreas em Santa Luzia e no Ipiranga e uma área no Cruzeiro do Sul e em São Geraldo.

Existem 07 escolas municipais na RP para os 06 bairros, número compatível com a alta densidade demográfica líquida. Porém, o índice de analfabetismo em São Geraldo (33,6%), é relevante.

A presença do Parque da Lajinha, nas proximidades, oferece à parte da população desta RP a opção de utilização do maior parque da cidade. Os moradores de Santa Luzia contam, ainda, com uma praça de esporte e lazer.

Condições Ambientais

A contaminação de esgotos no Ribeirão Ipiranga indica a necessidade de projeto de saneamento específico. Pode-se, afirmar que, em geral, a situação da RP é bastante crítica no que se refere à qualidade ambiental, ainda mais quando se constata a existência de alguns processos erosivos e a falta de áreas verdes, resultando numa imagem urbana altamente degradada.

Sendo grande parte da RP bastante acidentada, há risco de deslizamento em quase todos os assentamentos subnormais existentes. Vários registros de ocorrência de deslizamentos mostram a necessidade de maior ordenamento na ocupação. Ressaltam-se como pontos críticos principais: a encosta entre Cruzeiro do Sul e Graminha; em Santa Luzia, a encosta entre a Rua Elmaia Cunha e Av. Santa Luzia; e em Ipiranga em torno das ruas Jandira Limp Pinheiro e Orlando Stefani.

Finalizando, o adensamento excessivo é preocupante em virtude da estreita infra-estrutura viária, da dificuldade de expansão da rede de água e da crescente ocupação em áreas impróprias.

Conclusões

Face à sua proximidade com o Município de Matias Barbosa, há preocupação com o crescimento da mancha urbana no sentido dos seus limites, pois poderia agravar os problemas existentes, considerando a possibilidade de conturbação, levando o município vizinho a buscar soluções além de sua capacidade. Neste contexto, é preocupante a instalação de infra-estrutura básica (água, esgoto e sistema viário), além das questões de moradia, com todas as suas considerações como favelização e crescimento de áreas de risco.

Outro fator crítico é o seu aspecto viário, onde a subordinação às Avenidas Rio Branco e Independência vinculam todo o tráfego para estas vias, independente do local de destino.


3.3.7 Região de Planejamento (RP) Centro


Estruturação Espacial

A RP Centro situa-se no Vale do Rio Paraibuna, em sua parte mais ampla, onde historicamente ocorreram as primeiras ocupações da cidade. Seu território estende-se, contudo, para além dos limites do chamado “Centro Histórico”, englobando núcleos residenciais e subnúcleos comerciais e de serviços localizados nos seus entornos.

Congrega 06 Unidades de Planejamento, englobando 24 bairros, que possuem, em conjunto, 106.736 habitantes (IBGE - 1991), com densidade demográfica líquida de 93,33 hab./ha. Simboliza o “coração” da cidade, apresenta grandes concentrações de população e de atividades, e é marcado pela heterogeneidade tanto em termos demográficos quanto sob a ótica do nível de renda e de funções (Mapa 10).
No que se refere à distribuição da população, destacam-se fortes concentrações no Centro - 24.362 habitantes (135,0 hab./ha). Santa Helena se destaca por apresentar a maior densidade populacional do Setor (153,4 hab./ha).

Observa-se na RP Centro:

- uma mancha urbana que se alastra sobre o território, em todos os sentidos, perdendo densidade à medida em que se afasta da Área Central. Esta apresenta uma alta densidade no triângulo central que se expande no sentido da Av. Independência e adjacências;

- a linha férrea e o Rio Paraibuna delimitam esta RP em três segmentos distintos de ocupação.

Segundo pesquisa específica, verifica-se que do número total de habite-se nos últimos 15 anos, fornecido pela Prefeitura de Juiz de Fora, 67,3% foram para essa RP. Observa-se, também, a tendência de manutenção desse índice haja vista que a contagem dos números absolutos, de 5 em 5 anos, tem permanecido praticamente a mesma. Conseqüentemente, verifica-se um processo intensificado de verticalização em alguns bairros, como Granbery, São Mateus, Alto dos Passos, Bom Pastor e Santa Helena, além da Área Central.

A malha viária possui como eixos principais as Avenidas Rio Branco, Brasil e Independência. A primeira faz a ligação norte-sul, recebendo demanda de tráfego de todos as outras RPs. Constituindo-se na principal via da cidade, comporta entre o Bom Pastor e a ponte do Manoel Honório três características: os trânsitos de pedestre, o veicular particular e na faixa central, o veicular coletivo. No trecho entre o Largo do Riachuelo e a Av. Independência, pode-se afirmar que as três modalidades estão operando de forma precária. O pedestre se comprime numa calçada estreita e cheia de obstáculos, como posteamentos e hidrantes; os carros particulares dividem espaço com caminhões de carga pesada que atravessam a cidade, dificultando a fluidez do trânsito; e na faixa central os pedestres são forçados a cruzamentos arriscados para alcance das estações de embarque; nas horas de maior trânsito, o ‘’rush’’ provoca engarrafamentos pela entrada-saída das garagens coletivas dos prédios comerciais e residenciais, agravados, muitas vezes, pela incidente desorganização das operações de carga-descarga, em toda a Área Central. Neste trecho observa-se uma multiplicidade de funções urbanas, volumetrias variadas, áreas de interesse histórico, etc., onde predominam bancos, edifícios de diversos padrões, edifícios-garagem e edifícios-galeria. Há tendência de ampliação das áreas comerciais para além deste trecho, em especial no sentido norte interligando-se com o Bairro Manoel Honório. No sentido sul, mesmo com a existência de hospitais, clínicas, prestadores de serviços e a construção do ‘’Carrefour’’ a ocupação residencial ainda é predominante.

A Av. Brasil funciona como via expressa, para um tráfego rápido e de carga e um outro lento em função de atividades lindeiras, sobrecarregado pela carência de vias coletoras. Funciona também, concomitantemente, como corredor viário de tráfego proveniente da Zona da Mata com destino ao Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. Devido a essas características, são predominantes os usos comercial, de serviço e lazer ao longo da via, como revendedoras de carros, lojas de peças e acessórios, materiais de construção, postos de abastecimento, supermercados, oficinas mecânicas, clubes de recreação e equipamentos institucionais. Apresentando-se duplicada neste setor, representa a principal via estruturante do Município, razão da importância de resguardá-la de forma a cumprir, sem grandes conflitos, o papel que lhe cabe.

Complementando os eixos viários principais, a Av. Independência, a partir de sua implantação promoveu uma nova ocupação de regiões próximas ao Centro, como os bairros Cascatinha, Dom Bosco, Teixeiras, confirmando a importância do Bairro São Mateus e servindo de ligação e acesso à RP São Pedro, UFJF e BR-040. Pode ser dividida em dois trechos quanto à ocupação e uso do solo: o primeiro, é uma continuidade da Área Central, que corresponde à faixa entre a Praça Antônio Carlos e a Av. Rio Branco, caracterizada pelo uso misto, sendo o uso comercial bastante freqüente nos pavimentos térreos, e pela existência de edifícios-galeria; no segundo trecho, a partir da Av. Rio Branco no sentido de Teixeiras, há uma predominância de uso residencial, com exceções na região próxima à Praça Jarbas de Lery Santos. A localização de colégios prejudica o fluxo de tráfego em horários específicos. Há verticalização indiscriminada das edificações nesta via, inclusive na parte de rampa acentuada em direção ao Bairro Cascatinha, desta forma, pelas importantes ligações que oferece, é fundamental um controle das ocupações futuras com o intuito de preservar a capacidade de escoamento do tráfego.

Como eixos secundários identificam-se as Avs. dos Andradas, Getúlio Vargas, Rui Barbosa, Sete de Setembro, Francisco Bernardino e Rua Bernardo Mascarenhas, para onde converge intenso tráfego de deslocamentos internos à cidade e, eventualmente, regionais. Essas vias funcionam como acessos às respectivas regiões e/ou interligações entre os eixos principais e/ou como ligações entre bairros e, geralmente, funcionam como corredor de uso comercial em escala local, de bairro ou até mesmo setorial. Outros eixos de grande importância para o tráfego interno são as Ruas Olegário Maciel, Santo Antônio, São Mateus, Padre Café, Moraes e Castro, Benjamin Constant, João Pinheiro e Batista de Oliveira. Todas elas deverão ter um tratamento diferenciado, na ocasião da definição do zoneamento, devido às importantes ligações viárias que promovem, e à diversidade de funções nelas existentes.

Como elemento estruturador natural destaca-se, em primeiro lugar, o Morro do Imperador, que ao mesmo tempo é limitador da expansão da mancha urbana no sentido Oeste e relevante referencial da cidade, identificando-se como seu símbolo. Um segundo estruturador natural é o Rio Paraibuna, importante marco divisor físico da RP. Não é por acaso que as Avs. Sete de Setembro, Francisco Bernardino e Getúlio Vargas tenham assumido direção paralela ao seu curso, ainda que a malha implantada (Av. Rio Branco, Ruas Halfeld, Marechal Deodoro, etc.) apontasse outra direção. Sua marca foi evidenciada pela localização do leito ferroviário, também paralelo à direção deste curso.

A Área Central compreende o triângulo maior formado pelas Avs. Rio Branco, Independência e Francisco Bernardino, incorporando as Praças Antônio Carlos e Dr. João Penido (Praça da Estação), o Parque Halfeld e os seus entornos. Nela está concentrada a maior diversidade de atividades urbanas, sejam elas comerciais, culturais, prestadoras de serviços, residenciais ou institucionais. É, enfim, o espaço estruturador de toda a RP e, mais do que isto, de toda a cidade, visto que o desenvolvimento urbano ocorre pela sua articulação com as demais áreas.

Caracteriza-se, basicamente, por duas regiões: a primeira, formada pelas Avs. Rio Branco, Independência e Getúlio Vargas (triângulo menor), e a segunda, pelo segmento entre as Avs. Getúlio Vargas e Francisco Bernardino.

O triângulo menor, tem a Rua Halfeld como o ponto nobre que se constitui no eixo emblemático estruturador, juntamente com o feixe de ruas paralelas - Mister Moore, Marechal Deodoro, São João, Santa Rita e Braz Bernardino. O tecido formado por esta rede de ruas e suas galerias está profusamente interpenetrado, numa característica bastante peculiar da feição urbana do centro, e propiciam um tipo de convivência social específico, com espaços dinâmicos e estáticos intercalados e variados, típicos de “calçadões”. Registra-se a existência de diversas edificações de caráter relevante como o Cine-Theatro Central, Banco do Brasil, edifícios Sulacap, Baependi e Clube Juiz de Fora, dentre outros, como marcos arquitetônicos, testemunhos históricos do processo de transformação da cidade, correspondentes aos estilos Neoclássico eclético, Art Déco, Proto Modernista e Modernista. Ressalta-se ainda, em termos paisagísticos e históricos, o Parque Halfeld e os edifícios que o circundam, como os da Câmara Municipal, da Prefeitura e do Fórum. Por seu dinamismo, esta área é palco de transformações constantes, e mantém, contudo, sua principal característica de atratividade. A concepção tradicional das galerias passa a ser adotada nos novos centros comerciais implantados, dando uma roupagem moderna à antiga solução, proporcionando ao comércio, que antes se instalava basicamente no térreo, ocupar também pavimentos superiores, especialmente o 2º e o 3º. Este complexo é catalizador não só do Município, como de toda a região, por ser o maior concentrador de funções urbanas de toda a Zona da Mata.

A segunda região, compreendendo a porção situada entre as Avs. Getúlio Vargas e Francisco Bernardino, apresenta características distintas da anterior. Há uma brusca mudança na atividade comercial, marcada pelo predomínio da circulação de produtos mais populares e também os relacionados à construção, como ferragens, materiais elétricos, madeiras e materiais para acabamentos. Há, também, maior ocorrência de prestadores de serviços ligados a oficinas mecânicas, despachantes e manutenção de eletrodomésticos, principalmente. O tipo de atividade desenvolvido e o menor padrão estético das lojas, vêm propiciando uma certa degradação dos prédios, que em geral são antigos e necessitam de recuperação. Esse comportamento reflete-se no uso residencial, com a atração de moradores das classes sociais de média a média-baixa renda. A atividade industrial, com a existência de um número significativo de pequenas empresas do setor vestuário, exerce, ali, simultaneamente, a atividade de varejo. O setor hoteleiro encontra-se presente, em diferentes categorias. A Av. Getúlio Vargas é seu eixo principal, desempenhando atualmente função de corredor de transporte, abrigando um acervo de prédios históricos e, em especial a Praça Antônio Carlos. O fluxo de pedestres é muito intenso, já demonstrando a necessidade de mais espaço para circulação da população. A Av. Francisco Bernardino, também com função de corredor de transporte importante e intenso, abriga galpões comerciais, templo, prédios de poucos pavimentos, que lhe dão uma paisagem urbana pouco atrativa. Destaca-se a Praça da Estação, sem dúvida o mais importante conjunto arquitetônico de Juiz de Fora, cujos monumentos integram o patrimônio histórico da cidade. As “partes baixas” das Ruas Halfeld e Marechal Deodoro, possuidoras de um rico conjunto de imóveis com fachadas em estilos eclético e Art Déco, acompanham essa transição de usos, com lojas comerciais no térreo e uso residencial nos demais pavimentos, geralmente em prédios históricos mal conservados. Em resumo, esta região mostra vestígios de ocupação nobre, e de antigas instalações industriais que foram recuperadas, como o Espaço Mascarenhas, o Centro de Educação do Menor, o Mercado Municipal e o Santa Cruz Shopping.

Uma outra região que poderia ser acrescida às demais compreende a faixa entre a RFFSA e o Rio Paraibuna indo desde a altura da Praça da Estação até o Sport Club.

A presença da linha férrea determinou até então uma forte descontinuidade desta região com o Triângulo Central, porém a disponibilidade de grandes áreas, em contrapartida com a saturação do Centro, e sua posição estratégica junto a Av. Brasil, colocam-na em situação privilegiada e com grande potencial para a expansão do Centro.

A recente vinda da Sede da Administração Municipal para esta área pode alavancar este processo.

Muito se tem falado da atuação da Área Central como um verdadeiro Shopping Center. Se a intensa atividade de compras pode caracterizá-la de forma similar aos ‘’shoppings’’, a diferença está na espontaneidade de sua produção, na ausência de uma administração geral e gerência centralizada e nos contrastes da sua transformação desarticulada. Diferencia-se, também, na escala bem mais ampla e na liberdade de locação quanto ao tipo, dimensão e qualidade das lojas que vão desde o pequeno comércio até grandes centrais atacadistas, de “pronta-entrega”. A qualificação do espaço de referência tem muito a ver com o padrão do estabelecimento e vice-versa; assim, a Área Central foi se caracterizando de forma desigual e apresenta, hoje, áreas degradadas e em processo de degradação, contíguas àquelas de evidente recuperação formal, arquitetônica e espacial.

Em síntese, a Área Central reveste-se de uma importância ímpar no Município, comportando uma infra-estrutura completa, que chega, até mesmo, a ser subutilizada fora dos horários comerciais, indicando um potencial a ser melhor aproveitado. A saturação desta área, sobretudo quanto ao tráfego veicular, a excessiva verticalização concentrada e o conflito entre o patrimônio histórico e a renovação urbana, são pontos fundamentais a serem equacionados, com vistas, acima de tudo, à manutenção da vitalidade e da atratividade do Centro, inclusive enquanto pólo regional.

Além da Área Central, porém em escala menor, algumas outras constituem-se verdadeiros subcentros, pela diversidade das atividades urbanas, proporcional à demanda do entorno imediato e de seus eixos viários. Entre eles, destaca-se o de São Mateus.

Próximo à Área Central e na perspectiva de seu prolongamento no sentido sudoeste, está o subcentro do Bairro São Mateus, que hoje exerce influência sobre os bairros Alto dos Passos, Mundo Novo, Santa Cecília, Dom Bosco, Cascatinha e parte de Paineiras. As atividades são mais intensas nas Ruas São Mateus, Moraes e Castro, Padre Café e Av. Independência, onde se observa um processo de verticalização, com construções destinadas ao uso multifamiliar, sendo o térreo, em geral, destinado ao comércio. Quanto à Rua São Mateus, convém salientar que é uma das mais antigas da cidade e que sofreu poucas modificações, mantendo até hoje, o mesmo alinhamento do século passado e a mesma caixa estreita de rolamento e de passeios. Este é um ponto preocupante, dado o fato de que vem ocorrendo uma transformação acentuada no seu uso e volumetria, e por ser uma das áreas de grande densidade da RP Centro. Este processo tende a se repetir nas demais ruas citadas. Entre as atividades desse subcentro destacam-se empreendimentos de pequeno, médio e grande portes, tais como revendedoras autorizadas de automóveis e de veículos usados, bares e similares, discotecas e clubes de dança, bancos, além da existência do comércio tipicamente de bairro.

Em torno da área Central, a ocupação articula-se de tal forma que pode ser dividida em grupos de relativa homogeneidade, possibilitando uma descrição sucinta de suas características predominantes.

O primeiro grupo abrange os bairros Santa Helena, Paineiras, São Mateus, Alto dos Passos, Bom Pastor e Granbery, que se caracterizam por uma ocupação de padrão sócio-econômico médio a alto, com forte pressão imobiliária voltada à verticalização que vem provocando uma renovação urbana. Vinculam-se facilmente à Área Central da qual são totalmente dependentes, com exceção de São Mateus. Constituem os mais bem estruturados bairros da RP Centro - dotados, inclusive, de grandes equipamentos de serviços nas áreas de educação, saúde, lazer e cultura - representando os melhores padrões de habitabilidade e paisagem urbana construída.

Um outro grupo característico é conformado por Dom Bosco, Santa Cecília, Mundo Novo, e Vila Ozanan. Estes possuem um padrão de ocupação inferior aos bairros vizinhos, porém com uma tendência de melhoria verificada principalmente nas partes baixas. Apresentam predominância de uso residencial unifamiliar, com alguma incidência de prédios com três pavimentos e padrão sócio-econômico baixo a médio; o sistema viário é insuficiente, com vias estreitas de declividades acentuadas; há ocorrência de ocupações em encostas muito íngremes, que se constituem em áreas de risco. Articulam-se com os bairros vizinhos, tanto em termos de ligação viária para o centro, como para atendimento das necessidades básicas de seus moradores.

Outro grupo com características semelhantes compõe-se dos bairros Poço Rico, Botanágua e Fábrica. Possui grandes eixos estruturadores que cumprem função de corredor de comércio e de tráfego urbano, apresenta ocupação predominantemente residencial com edificações de pequena volumetria, padrões sócio-econômicos médios, boa infra-estrutura básica, boa rede pública de ensino, e conta com a presença de uso comercial e industrial.

Dentro de um grupo de bairros de bom padrão de ocupação estão Morro da Glória, Santa Catarina e Jardim Glória. A renovação da ocupação faz-se através da substituição de residências unifamiliares por edificações de, no máximo, três pavimentos que, em geral, não agridem a sua imagem urbana, com exceção da tendência de verticalização em parte do Morro da Glória. Possuem bom sistema viário e boa infra-estrutura básica. Seus moradores têm nível sócio-econômico médio a médio-alto, bompadrão de residências de predominância unifamiliar, com incidência de prédios de três pavimentos.

Complementando, os bairros Boa Vista e Vale do Ipê diferenciam-se das demais por se constituírem, praticamente, em bairros residenciais unifamiliares, com exceção de pontos localizados com uma pequena rede de comércio e unidades multifamiliares. Apontando uma característica excepcional da cidade, destacam-se pela excelente qualidade de vida, principalmente pelos bons padrões de residência, ambiência e infra-estrutura, e nível sócio-econômico alto.

Conclusões

O atual quadro de uso e ocupação de solo com a densidade e volumetria definidas pela legislação em vigor tem alterado significativamente a imagem urbana local.
Esse processo de renovação pode comprometer a qualidade do espaço urbano devido à incompatibilidade com a infra-estrutura, bem como com a paisagem urbana constituída. Os aspectos culturais e ambientais, tais como a relação com os referenciais geográficos e histórico-sociais devem ser identificados e considerados como elementos estruturadores dos respectivos ambientes urbanos.

À RP Centro cabe o papel de importante cenário de um elenco de atividades urbanas, tanto municipal quanto regional. Observando a sua configuração, nota-se que a Área Central é circundada por uma ocupação tipicamente residencial com predominância de padrão sócio-econômico médio-alto a alto. Esta coexistência permite a interligação fundamental entre as duas funções. Se de um lado se apresenta como pólo de atratividades em todos os níveis, de outro é estimulada pela própria população, que as solicita, formando o “binômio produção e consumo”, importante ponto de equilíbrio para a manutenção de seu dinamismo.

O projeto de reestruturação para a RP Centro deve ser capaz de evitar a implantação de atividades e densidades incompatíveis, sem resultar na sua estagnação, e sem prejuízo da sua peculiar estruturação, da sua diversidade, preservando, ainda a boa qualidade de vida apresentada. Obviamente, alguns subcentros em outras RPs também deverão ser estimulados, principalmente visando à demanda da região relacionada de forma que a Área Central permaneça como grande pólo regional de comércio, prestação de serviço, de cultura e lazer, enfim, com todas as funções estimulantes do seu contexto.


3.3.8. Região de Planejamento (RP) Cascatinha


Estruturação Espacial

A Região de Planejamento Cascatinha tem seu crescimento ligado ao eixo Independência/Av. Paulo Japiassú Coelho/Av Deusdedith Salgado que, a partir da implantação do novo traçado da BR-040, passou a ser o principal acesso à cidade para quem vem pelo sul do Município, principalmente do Rio de Janeiro (Mapa 11).

A área formada pelos bairros Teixeiras, Bela Aurora e Santa Efigênia caracteriza-se por uma ocupação mais antiga e mais adensada, com uma população de padrão econômico inferior. Esta ocupação vai rarefazendo-se à medida que avança para os limites municipais ao sul, até apresentar faixas de vazios urbanos no Bairro Sagrado Coração, comportando-se como típica área periférica. A mesma forma de ocupação, já de padrão mais alto, aparece no Bairro Aeroporto, onde há predominância de granjas, modificando-se no Bairro Salvaterra para sítios e chácaras fazendo surgir grandes áreas vazias entorno da BR-040. O Bairro Cascatinha tem uma ocupação praticamente consolidada com residências de bom padrão unifamiliar e multifamiliar de baixa volumetria.

Vale ressaltar que nas proximidades desta RP foram instalados o Campus da UFJF, o Centro de Pesquisa da Embrapa, o Aeroporto da Serrinha e o Estádio Municipal, num esforço evidente de induzir a expansão para esta região e para a RP São Pedro. Dentro dos limites da RP encontram-se o Parque da Lajinha e a Mata da Sede do Ibama, importantes áreas ambientais de Juiz de Fora.

Dispondo de 3,19% da população do município (12.312 habitantes - IBGE/1991), tem densidades demográficas líquidas contrastantes; enquanto no Bairro Santa Efigênia é de 55,98 hab./ha no Aeroporto e Salvaterra é de 1,83 hab./ha e 3,93 hab./ha respectivamente.

Atividades Econômicas

As atividades econômicas, no contexto da cidade, são pouco significativas concentrando-se nos corredores dos bairros, sendo representada por açougues, lojas de materiais de construção, padarias, etc., e ainda as de prestação de serviços, como postos de combustíveis, oficinas mecânicas e restaurantes, etc.. Na Av. Deusdedith Salgado observa-se a tendência à implantação de equipamentos de maior porte ligados ao setor de lazer, tais como, restaurantes, casas noturnas, hotéis e motéis. A presença de uma pedreira e uma usina de asfalto indicam a permanência de atividades relativas a uma realidade anterior a esta tendência.

Infra-Estrutura

Os acessos internos com boas condições dos bairros Cascatinha, Teixeiras e Aeroporto (Av. Dr. Paulo Japiassú Coelho, Av. Deusdedith Salgado e Av. Guadalajara) contrapõem-se aos de ligação dos bairros Bela Aurora, Santa Efigênia e Sagrado Coração com o Teixeiras e os vizinhos da RP Santa Luzia (rua Comendador Pantaleoni Arcuri e rua Bady Geara) que, são vias estreitas e/ou íngremes demonstrando a característica geral do sistema, agravado, em muitos locais, pela ausência de passeios.

Quanto à pavimentação, a maioria das vias de itinerários de ônibus está asfaltada e as demais vias encontram-se num estado razoável.

Nas partes menos adensadas do Bairro Salvaterra, onde predominam granjeamentos, sítios e chácaras, assim como do Bairro Sagrado Coração, mais de 40% das vias não possuem qualquer tipo de pavimentação.

A diversidade do atendimento da infra-estrutura da RP está vinculada basicamente ao adensamento e à forma de ocupação de cada bairro. Nos bairros mais próximos ao centro, como Cascatinha, os índices referentes à coleta de lixo, abastecimento de água e rede geral de esgoto aproximam-se de 100%; à medida que se afastam ou conforme o tipo de ocupação, os índices diminuem, como a coleta de lixo (91,70%, 88,50% e 52,00% respectivamente para os bairros Santa Efigênia, Teixeiras e Sagrado Coração. No Salvaterra muito pouco lixo é coletado, apenas 5,30%).

O mesmo ocorre em relação ao abastecimento de água: 94,30%, 86,50% e 53,70% dos domicílios, respectivamente dos bairros Teixeiras, Santa Efigênia e Aeroporto recebem água tratada. Por sua vez, 46,20% do Bairro Sagrado Coração e 84,20% do Bairro Salvaterra obtêm abastecimento de água através de poços e/ou nascentes.

Em quatro bairros desta região de planejamento a utilização de fossas sépticas, lançamento direto nos córregos é elevado, notadamente, Salvaterra com um índice de 82,40%. Nos demais bairros observa-se um atendimento melhor como Santa Efigênia com 75,90% e Teixeiras com 92,30%.

Uso e Parcelamento do Solo

No tocante ao parcelamento do solo, assim como ao padrão de ocupação, percebe-se situações diferenciadas no interior da RP que se distinguem pelas dimensões dos lotes e pela qualidade das habitações. No Bairro Cascatinha, com um bom padrão de ocupação e com poucas áreas ainda desocupadas, os lotes são de porte médio com predominância de edificações multifamiliares de no máximo quatro pavimentos. Teixeiras, Bela Aurora, Santa Efigênia e Sagrado Coração constituem um outro segmento onde há significativo número de lotes de menor dimensão, observando-se um padrão inferior nas construções, fruto do baixo poder aquisitivo de sua população. O uso predominante é residencial, existindo no Bairro Sagrado Coração áreas desocupadas, com incidência de granjeamentos e pequenos sítios na direção do limite do município.

Já o Bairro Aeroporto é caracterizado por lotes de dimensões maiores e/ou granjas, sendo que parte delas é utilizada para lazer nos finais de semana. Apesar de ainda rarefeita, a ocupação desta área causa preocupação tendo em vista a presença do Aeroporto cujo movimento tende a aumentar.

O último segmento é representado por grandes glebas mantidas ao longo dos anos no Bairro Salvaterra, possuindo como via de penetração a Av. Deusdedith Salgado que, nas proximidades do limite com o município de Matias Barbosa, faz ligação da BR-040 com o Centro, através da Av. Independência, e se constitui no principal acesso rodoviário a Juiz de Fora.

O uso das áreas internas aos eixos (BR-040 e Av. Deusdedith Salgado) é predominantemente residencial, com áreas destinadas a sítios ou chácaras para recreação, criações ou plantações em escala doméstica, não representando, contudo, uma área de significativa produção rural.

Condições Sociais

As diferenciações internas podem ser percebidas, igualmente, pelos índices de rendimento dos chefes de família, que apresentam fortes disparidades entre os mais de dez salários mínimos do Bairro Aeroporto até os menos de dois salários mínimos dos bairros Sagrado Coração, Santa Efigênia e Bela Aurora, sendo também alta a proporção dos que recebem até dois salários mínimos (78,74% na média da RP).

Esta região de planejamento abriga oito áreas de ocupação subnormal, num total de 707 famílias concentradas no Bairro Santa Efigênia. O bairro tem vários loteamentos populares da EMCASA dos quais, os loteamentos de Vale Verde e Vila da Conquista atendem a 317 famílias. O Vale Verde é o que apresenta as melhores condições: seus lotes (250 m²) são de maiores dimensões que os lotes-padrão para comunidade popular, possuindo 7.000m² destinados a equipamentos públicos, além de uma área de reserva florestal preservada.

Existem cinco escolas municipais e uma estadual na RP, sendo que o CESU de Teixeiras atende da primeira à oitava séries e curso médio. Porém, o índice de analfabetismo em alguns bairros é relevante como no Sagrado Coração (30,9%) e Santa Efigênia (28,8%).

Esta região é atípica, já que, ao mesmo tempo em que possui grandes glebas com granjeamento para o lazer de uma classe mais abastada da cidade, e abriga diversos clubes, um espaço público de grande porte como o Parque da Lajinha, carece de equipamentos de lazer para a população. Denota-se especialmente a falta de “praças de bairros” nas regiões de maior concentração populacional.

Condições Ambientais

Os níveis de 12 m²/hab. de área verde estabelecidos pela OMS são alcançados em praticamente todos os bairros da RP, sendo os maiores do Aeroporto e Salvaterra com 577,85 m²/hab. e 4.051,94 m²/hab. respectivamente, cabendo ressaltar a presença das matas do Parque da Lajinha e da Sede do Ibama.

A contaminação de esgotos no Ribeirão Ipiranga e nos Córregos Santa Efigênia e Teixeiras indica a necessidade de projeto de saneamento específico. Os bairros próximos a esta área encontram-se em uma situação bastante crítica no que se refere à qualidade ambiental, ainda mais quando se constata a existência de alguns processos erosivos e a falta de áreas verdes, resultando uma imagem urbana altamente degradada.

Há um considerável número de residências às margens de córregos – principalmente em Santa Efigênia, Bela Aurora e Teixeiras – que, além de sujeitarem-se a inundações, dificultam a implantação de vias marginais. O adensamento excessivo é preocupante em virtude da infra-estrutura viária, da dificuldade de expansão de rede de água e da crescente ocupação em áreas impróprias.

Conclusões

Assim como ocorre com a RP Santa Luzia, a proximidade com o Município de Matias Barbosa, causa preocupação no que tange ao crescimento da mancha urbana, no sentido dos seus limites. Isto se dá em relação ao bairros do Sagrado Coração e Salvaterra. Persistem as mesmas preocupações relativas à instalação de infra-estrutura básica (água, esgoto e sistema viário), moradia e ocupação de áreas de risco.

A consolidação da Av. Deusdedith Salgado, com sua possível duplicação, como principal acesso à cidade para quem vem principalmente do Rio de Janeiro, através da BR-040, aliado ao prolongamento da Av. Ibitiguaia, podem trazer novo impulso ao desenvolvimento da região.

A instalação de grandes equipamentos de lazer próximo aos principais eixos viários, tanto no sentido do Bairro Aeroporto quanto em direção à BR-040, vem imprimindo um caráter especial à sua ocupação, que deve exigir maiores cuidados face às precárias condições de sua infra-estrutura.

CONTINUA
VOLTA