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JUIZ DE FORA - 19/6/2015 - 16:21



Amor, afeto e acolhimento - PJF lança campanha de divulgação do serviço “Família Acolhedora”



“A experiência de acolher foi um intercâmbio maravilhoso para mim e minha família. Se eu tivesse que definir em uma palavra, com certeza, seria ´solidariedade`”. Nas palavras emocionantes de Suzana Lutterbach, habilitada no serviço de acolhimento “Família Acolhedora”, da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), transparecem os sentimentos despertados na manhã desta sexta-feira, 19. No auditório da PJF, a campanha de divulgação do serviço foi lançada pelo prefeito Bruno Siqueira, com a participação de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), da Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac), do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), da Vara da Infância e Juventude (VIJ), da sociedade civil e das famílias acolhedoras já cadastradas.

O “Família Acolhedora” é um serviço que possibilita o acolhimento, em ambiente familiar, de crianças e adolescentes, alternativo ao acolhimento institucional, enquanto a família de origem se reestrutura para recebê-los de volta. Não é um processo de adoção e tem tempo determinado, podendo durar até seis meses, prorrogável por outros seis, dependendo de cada caso. Na abertura do evento, Bruno Siqueira enfatizou o papel do convívio familiar na formação humana dos jovens: “O ´Família Acolhedora` é um serviço necessário e inovador. Com um trabalho realizado de forma criteriosa, podemos semear mudanças estruturais, garantido um futuro muito melhor para as crianças e adolescentes de Juiz de Fora. A convivência familiar estruturada faz toda a diferença na criação de valores e no futuro desses jovens acolhidos. O serviço possibilita, ainda, uma assistência diferenciada e um local adequado de transição, até o processo de retorno à sua família”.

O serviço é acionado quando o Poder Judiciário determina o afastamento provisório da criança ou adolescente em função de abandono ou da impossibilidade dos responsáveis em assumir seus cuidados. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker, o principal diferencial deste acolhimento é oferecer a vivência familiar, garantindo atenção individualizada e convivência comunitária: “O ´Família Acolhedora` executa da melhor forma o acolhimento preconizado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pois o oferece em um núcleo familiar. Há toda uma política desenhada por trás deste serviço, o que faz dele um trabalho completo. O acompanhamento da equipe de psicólogos e assistentes sociais é realizado tanto junto à família acolhedora quanto à família de origem, sempre com o objetivo de retornar a criança ou adolescente ao seu núcleo original”.

A organização do serviço segue as diretrizes do ECA, especialmente no que se refere ao investimento na reintegração à família de origem. “O funcionamento pleno e bem-sucedido do serviço coloca Juiz de Fora em posição de vanguarda no cumprimento das diretrizes do ECA. É muito importante para a Vara da Infância e da Juventude o apoio que temos recebido da PJF, por que em muitos casos existe uma dificuldade no encaminhamento de crianças e adolescentes em situação de medida protetiva. Essa integração entre o Executivo e o Judiciário representa muito para a população infantil e juvenil da cidade”, explicou Sônia Maria Giordano Costa, juíza de Direito em substituição legal na Vara da Infância e Juventude.

O serviço de “Família Acolhedora” conta atualmente com sete famílias aptas e capacitadas pela PJF a receberem as crianças e adolescentes temporariamente. O objetivo da campanha de divulgação é ampliar o conhecimento sobre o serviço e alcançar a meta de 15 famílias habilitadas ao acolhimento até o fim deste ano. Desde o início da campanha, no início de 2015, mais de cem famílias já procuraram pelo serviço.


A experiência do acolhimento

O acolhimento na casa da Suzane Lutterbach aconteceu com uma adolescente e prova que o afeto persiste muito além do tempo de estadia na casa da família: “Foi uma experiência maravilhosa. Acolhemos uma adolescente de 14 anos, que fez uma grande amizade com minha filha, de cinco anos. Pelas culturas diferentes, uma aprendeu muito com a outra. Elas conversam muito e ela até ensinou minha filha a se maquiar, como uma mocinha. Os meus filhos maiores são muito amigos dela, também, e até hoje mantemos contato: ela nos visita, manda vídeos, fotos e trocamos mensagens de celular”. Quando indagada sobre o sofrimento na hora da partida da menina, ela deu uma lição de solidariedade: “Muitos me perguntam sobre o sofrimento na hora de retornar o acolhido ao seu lar de origem, mas fazer o bem é maior que isso. Eu nunca vou deixar de fazer o bem porque isso pode me trazer algum sofrimento”.

A educadora Sabrina Castro participa do “Família Acolhedora” desde janeiro e está em seu terceiro acolhimento. Ela explicou que sempre gostou muito de crianças e por isso se dispôs a acolher. De acordo com o perfil de sua família, sua disponibilidade e seu trabalho, ela cuida temporariamente de bebês de até dois anos: “É muito bom poder ajudar alguém tão de perto, conhecer a história daquela criança e daquela família e ver o bem que podemos fazer a ela. É um processo gratificante e contamos sempre com o apoio e orientação da equipe técnica”. E não é só a mãe que se apaixonou pelo exercício da solidariedade: “Já acolhi dois bebês de um mês e um de três meses. Tenho quatro filhos crianças e eles sempre perguntam quando virá o próximo bebê para cuidarmos”.


Como participar

Para ser uma “Família Acolhedora”, o interessado precisa realizar um cadastro e passar pela avaliação do corpo técnico do serviço, para, então, ser habilitado a acolher. É preciso, inicialmente, cumprir os seguintes requisitos:

• Ser solidário

• Ter entre 21 e 65 anos

• Morar em Juiz de Fora há pelo menos dois anos

• Não ter antecedentes criminais

• Ter boa saúde física e mental

• Não estar inscrito(a) no cadastro de adoção

O pré-cadastro online está disponível no site familiaacolhedora.pjf.mg.gov.br. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3690-7963.

FOTO: Carlos Mendonça




* Informações com a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Social no telefone 3690-8314.



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