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:: MEMÓRIA COLETIVA :: Repartições Municipais (antigo Fórum)
Projetado pelo arquiteto Rafael Arcuri, autor de refinados trabalhos em Juiz de Fora, o imóvel está situado na esquina da Av. Barão do Rio Branco com a rua Halfeld. O núcleo original, voltado para a Av. Barão do Rio Branco, foi construído em 1918. A primeira ampliação ocorreu em 1934 na fachada lateral, mantendo-se as mesmas características arquitetônicas do existente, e que resultou na configuração atual do prédio. A última ampliação deu-se em 1944, na área interna. O edifício de dois pavimentos segue o estilo eclético com reminiscências neoclássicas e apresenta exuberante ornamentação, além de movimentado jogo de elementos salientes e reentrantes nas fachadas. Recursos de composição horizontal e vertical foram amplamente utilizados, objetivando o perfeito equilíbrio e harmonia das proporções, assim como nas Ordens Arquitetônicas. No sentido horizontal, as fachadas são tratadas segundo normas, que em linhas gerais, correspondem a divisão das colunas gregas: no térreo, o prédio é alteado, com revestimento fortemente marcado por bossagem (sulcos feitos na massa sugerindo pedra de cantaria) para transmitir a idéia de solidez e segurança. O primeiro pavimento, possui tratamento rebuscado, classicizante e fantasioso, com elementos que ressaltam o volume - pilastras, colunas, balaustres, balcões, templete do chanfro, etc.. E finalmente, o coroamento é feito pelo entablamento clássico - arquitrave, friso e cornija - e pela platibanda que envolve toda a construção, ocultando o telhado. Apresenta
planta chanfrada, solução típica de implantação
presente nas construções da cidade, com a valorização
da fachada localizada no encontro de dois logradouros. O acesso ao balcão, na verdade um templete, acontece por uma porta de madeira e vidro com bandeira fixa, tal qual, das janelas. Está ladeada por pilastras com capitéis jônicos e possui sobreverga acimalhada, com um frontão triangular. O
templete é protegido por guarda-corpo em balaustrada e segmentado
por pilaretes que apoiam colunas jônicas que sustentam o entablamento,
a platibanda em balaustrada e o torreão ricamente decorado e coroado
por cúpula ogival. Destaca-se, aqui, o relógio embutido,
encimado por frontão interrompido com volutas e ornatos de estuque.
Os módulos laterais, existem dois vãos, delimitados por colunas com capitéis dóricos, onde as janelas de peitoril de madeira, altas e grandes do térreo, são coroadas por báscula de mezanino com caixilho circular. No primeiro pavimento, os balcões com balaustrada entalada apoia as coluna com capitéis jônicos que marcam os vãos das janelas. Estas são de madeira e vidro com bandeira e verga reta perfilada. Na sobreverga há pequenos pilaretes decorados ligados por guirlandas. A
fachada é coroada por platibanda ora em balaustrada ora cega, que
se prolonga por toda a edificação, apresentando as seguintes
características: A platibanda cega, (retilínea, curva e retilínea) é decorada por quadros de estuque e friso superior ressaltado. Na ornamentação, o arquiteto utilizou formas que acompanham o desenho resultante do movimento da platibanda. Dessa forma, temos no centro um circulo emoldurado, com escultura em alto relevo e com a inscrição “PÁTRIA ET CIVITAS”. Na parte superior da moldura do circulo, está estampada a inscrição “MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA” e na parte inferior a data da emancipação do município “31 de MAIO de 1850”. |
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