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:: MEMÓRIA COLETIVA :: Parque Halfeld O
Antigo Jardim Municipal era o local escolhido para instalação
das diversões itinerantes que passavam pela cidade, já que
Juiz de Fora não possuía nenhuma forma regular de entretenimento.
Quando estas aqui chegavam o local era capinado e limpo. Sua primeira
reforma data de 1879 quando foi ajardinado e finalmente, em 1906 foi totalmente
reformado, obra que foi financiada pelo coronel Francisco Mariano Halfeld,
passando, em virtude disso, a chamar-se Parque Halfeld. Esse cenário está refletido nos edifícios instalados no seu entorno, onde funcionam a Câmara Municipal (inaugurada em 1878, vindo substituir a antiga Casa do Mercado), a Prefeitura Municipal (1918), o Fórum Benjamim Colucci, a Igreja de São Sebastião (1878) e a Igreja Metodista Central (1928), nas apresentações artístico-culturais e nas manifestações políticas e/ou partidárias que ocorrem nas escadarias da Câmara, assim como nas feiras de artesanato e de produtos naturais que regularmente ali se instalam. Um ambiente bucólico, que rompe a barreira dos altos edifícios que hoje ocupam o coração da cidade integrando-se visualmente ao Morro do Imperador, freqüentado por pessoas de várias faixas etárias que brincam, descansam, passeiam, refugiando-se do passar apressado das calçadas e do tráfego intenso que desce pela Avenida. Histórico Em 1880, foi elaborado um projeto seguindo modelo de jardim inglês, objetivando tornar o espaço mais agradável, ficando seu desenvolvimento sob a responsabilidade do arquiteto Miguel Antônio Lallemond que nele propôs a criação de jardins, passeios e fontes e o plantio de árvores. A segunda intervenção urbanística aconteceu em 1901, quando o Largo Municipal foi completamente remodelado pela Cia. Pantaleone Arcuri e Spinelli com o financiamento de Francisco Mariano Halfeld, filho do engenheiro Henrique Halfeld. Fizeram “ levantamento de canteiros, abertura de ruas, fechamento de outras, um pavilhão central, uma casa para o guarda do jardim, repuxos, lagos, pontes e casas rústicas, reforma do gradil e demais embelezamento do referido logradouro” (História de Juiz de Fora, Paulino de Oliveira), resultando num belo jardim romântico onde caminhos sinuosos acompanhavam o declive do terreno margeando os lagos e os canteiros de diversificada vegetação arbórea, ligando as ruas que o circundavam. Passa a denominar-se então Praça Coronel Halfeld. Poder-se-ia dizer que o parque contemplava traços semelhantes ao do Passeio Público, no Rio de Janeiro, depois da reforma no século XIX conduzida pelo paisagista francês Augusto Francisco Maria Glaziou que criou “...lagos, rios e pequenas pontes com estrutura, à imitação de bambus...”(Atlas dos monumentos históricos e artísticos do Brasil - Augusto Silva Telles, pag. 162). O pavilhão, mencionado anteriormente, construído em estilo eclético, foi mais tarde sede da Biblioteca Municipal. Novas reformas paisagísticas aconteceram durante as décadas de 50 e 60 tendo a última ocorrido em 1981, quando o Parque Halfeld, como é atualmente conhecido, teve diversas árvores derrubadas e sua área de terra e areia substituídas por novos passeios de pedra portuguesa. Os únicos elementos remanescentes do projeto de 1901 são a ponte e o quiosque com estrutura imitando bambu e o lago. O Parque Halfeld foi tombado pela Prefeitura em 29 de dezembro de 1989. Rachel
Jardim descreve com poesia o Parque Halfeld: |
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