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:: MEMÓRIA COLETIVA :: Fazenda da Tapera
A Coroa também possuía interesses na conclusão do Caminho que permitiria maior arrecadação, e por conseguinte; tributação. Impossibilitado economicamente e fisicamente de manter-se nos trabalhos, Garcia foi substituído por Domingos Rodrigues , que levou à cabo a tarefa de abertura da estrada que recebeu o nome de "Caminho Novo".
A abertura
do Caminho atraiu vários aventureiros para as minas, advindo daí uma necessidade
de maior patrulhamento e fisco por parte da Coroa, desejosa de evitar
o contrabando. Os acontecimentos do ano de 1711 podem ser percebidos pela
Carta de Manoel de Araújo, um dos comandantes da
patrulha. (...) Faço saber aos que esta minha Carta patente virem que por quanto se faz muito conveniente haver no Caminho Novo que vai para o Rio de Janeiro, um cabo de todos aqueles moradores da Borda do Campo, até a passagem do Paraibuna que possa conservá-los, e crimes que suceda haver entre todos e os passageiros pela falta de não haver quem os prenda com jurisdição e os remeta a estas minas para serem castigados por mim e pela justiça; e atendendo a capacidade, e merecimento de Manoel Araújo, morador, e dos primeiros povoadores, do dito caminho, e referido distrito, sempre com bom procedimento e prontidão no adjutório dos Correios, e diligências que sucedem passar parte seu sítio em serviço de Sua Majestade e haver-se da mesma sorte na ocasião em que veio o Capitão mor Leonel da Gama com um corpo de gente a trazer munições a estas minas, e socorrer o Rio das Mortes, quando chegarão aquele arraial os paulistas em som de guerra, dando-lhe mantimentos, e tudo o que lhe foi necessário em tempo em que havia falta deles; e por esperar dele se haverá com o mesmo zelo em tudo o que se lhe encarregar e for da boa conservação daqueles moradores, e melhor utilidade dos passageiros, hei por bem eleger e promover(...) ao dito Manoel de Araújo no posto de Capitão da ordenança e moradores do distrito do Caminho Novo da borda do Campo, até o Rio Paraibuna para que os conserve em paz, e com respeito,e obediência que em razão do dito posto lhe é permitido; o qual exercitará enquanto eu o houver por bem; e com ele gozará de todas as honras, privilégios e isenções que lhe são permitidas. Em 1708, a Alcaide-Mor do Fisco e do Mays, da cidade do Rio de Janeiro, Tomé Corrêa Vasquez recebeu uma sesmaria, onde hoje se localizam os bairros Santa Terezinha, Bandeirantes e Granjas Betânia, por ocasião do seu casamento com a filha de Garcia Rodrigues Paes, Antônia Teresa Maria Paes. Antes da legalização da concessão da sesmaria, em torno de 1700, Tomé Corrêa havia contratado Pedro Durval para construção de uma casa, onde aquele residiu até sua morte. Esta casa é a mais antiga repartição pública de Juiz de Fora e de toda essa região do Estado, residência essa onde Tomé Corrêa Vasquez desempenhou a função de Alcaide-Mor; encarregado que estava de arrecadar, fiscalizar a renda devida à Fazenda Pública. Após sua morte, a sede da casa, denominada Fazenda do Alcaide-Mor, da Tapera ou Alcaidemoria foi adquirida pela família Vidal que nela residiu de 1756 a 1764, pelos Tostes em 1879 e finalmente pela família Tristão em 1883. Segue abaixo um quadro, contendo época e forma de aquisição por seus respectivos proprietários.
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