Prefeitura de Juiz de Fora apresenta resultado de projetos de pesquisa em evento internacional
Uma equipe de médicas e psicólogas da “Casa do Servidor” apresentou os resultados de duas pesquisas de campo realizadas com servidores municipais e adolescentes em situação de risco social. Os dados foram apresentados pelas pesquisadoras durante o 11º Simpósio Internacional sobre Tratamento de Tabagismo e o 7º Simpósio Internacional Sobre Álcool e Outras Drogas.
Os objetivos específicos das pesquisas foram avaliar a prevalência de uso de álcool e tabagismo entre os funcionários da Secretaria de Política Urbana (SPU) da Prefeitura de Juiz de Fora, com o propósito de avaliar a real situação em relação ao problema e apresentar possíveis soluções.
Por outro lado, no que diz respeito à situação das adolescentes, a equipe procura desenvolver ações que possibilitem o fortalecimento da proteção quanto ao uso nocivo de álcool por parte de jovens atendidas pelos diversos programas sociais oferecidos à comunidade de Juiz de Fora.
De acordo com a psicóloga Maria José Figueira Pereira, uma das integrantes da equipe de pesquisadoras, a realização da pesquisa foi possível graças a uma parceria que envolveu diversas entidades que atuam no município. Houve ainda a participação do Programa de Tratamento de Dependência Química, que incluiu apresentações da peça “Comi pipoca e não usei camisinha”, dinâmicas de grupo, palestras, pesquisas e a construção de um álbum sobre sonhos pessoais.
Com relação aos funcionários, foi aplicado um questionário para avaliar a freqüência da utilização do álcool e do tabagismo em seu cotidiano. No que diz respeito aos resultados, a psicóloga observa que o uso de álcool junto aos funcionários apresenta perfis compatíveis com diversos fatores, entre os quais, as exigências do trabalho, influência do grupo social e falta de conscientização para a gravidade do problema. Já sobre as pesquisas realizadas com as jovens envolvidas pelos programas sociais do município, a especialista relata que os índices de uso de álcool e de drogas têm diminuído ao longo dos últimos seis anos, período em que as jovens passaram a ser monitoradas.
Maria José acredita que tais resultados positivos foram possíveis por fatores religiosos, conforme declarado pelas próprias adolescentes, e também pelo trabalho intenso de conscientização realizado pela equipe de especialistas, composta pela própria Maria José e as médicas Aída Mara Ribeiro Grimaldi, Lúcia Lopes Rodrigues, Anna Cristina Furtado dos Santos e Luciana Krempser da Silva, também psicóloga.
*Outras informações com a Assessoria de Comunicação da SSSDA pelos telefones 3690-7389 / 7123.